Acessar
Alterar Senha
Cadastro Novo

CARLOS FERREIRA

ferreiraliberal@yahoo.com.br

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Paysandu x Botafogo-PB em clima nazareno

Carlos Ferreira

O Círio abre a quadra nazarena. Belém mais católica do que nunca. Nesse clima, Paysandu x Botafogo/PB, amanhã, na volta da torcida bicolor à Curuzu. Um jogo de tamanha importância para os dois clubes que não vão faltar orações por bênçãos. Qualquer pecado em campo pode fazer a diferença entre inferno e paraíso. Um jogo para corpo e alma!

Vitória seria afirmação de uma boa fase do Papão e impulso para o acesso. Empate, água morna na fervura. Derrota, gelo. Na série de seis decisões, nesse quadrangular, esta pode ser tão elevadora para o Paysandu quanto devastadora para o Botafogo, como também pode ser o inverso. E deve se dar bem quem assimilar melhor essas circunstâncias e souber se impor. Seguramente, o duelo vai ser mais físico e emocional do que técnico e tático.

Ampliação do limite de público

Por enquanto, só 30% da capacidade dos nossos estádios. Mas as autoridades sanitárias já avaliam o melhor momento de ampliar o limite, dependendo muito do cumprimento das medidas protocolares. Nos dois jogos do Remo com público, a conduta foi aprovada, apesar de algumas restrições. Se for assim também amanhã, no jogo Paysandu x Botafogo, serão grandes as chances de aumento para 40% ou até 50% em jogos seguintes em Belém: Paysandu x Ituano, Remo x Ponte Preta.

É muito importante que todos contribuam no acesso e dentro do estádio, com o distanciamento e o uso de máscara. Cidadania, empatia, saúde e entretenimento!

BAIXINHAS

* Até agora, na Série B, o Remo fez na 29 jogos em quatro meses e meio. Média de um jogo a cada quatro dias e meio. Agora, o Leão está numa série de três jogos em 23 dias. Tempo muito oportuno para recuperar os atletas mais desgastados e para treinos na reintegração de Vinícius, Wellington Silva, Romércio, Uchôa e Erick Flores.

* Jogo em casa já foi fator negativo para o Papão, antes de Roberto Fonseca. O time bicolor não teve nenhuma vitória em Belém em quatro jogos (duas derrotas e dois empates) com Vinícius Eutrópio. Nos cinco  seguintes, sob comando de Fonseca, quatro vitórias e um empate. Jogar em casa voltou a ser algo positivo, especialmente agora na volta da torcida.

* Se a atual Série B nacional é cotada como a principal de todos os tempos, por envolver cinco campeões da Série A (Botafogo, Vasco, Cruzeiro, Coritiba e Guarani), a Série B de 2022 pode superá-la.

* Na zona do rebaixamento da Série A, só a Chapecoense ainda não foi campeã da elite. Grêmio, Sport e Bahia sim. O Santos, que está em risco, também. Só Coritiba e Botafogo passam segurança para a volta à elite. Vasco e Guarani patinam. O Cruzeiro tá na poeira.

* Subir da Série C para a Série B, para o Paysandu, é uma forma de desencalhar projetos, como o CT. Mudança de realidade financeira! Pelo menos, R$ 12 milhões a mais nas finanças do clube.

* A última Série B que Paysandu e Remo disputaram juntos foi a de 2006. Já se foram 15 anos! Naquele campeonato, vitória do Papão na primeira virada e do Leão por 3 x 1 na segunda. Podem se reencontrar em 2022.

* Que a Virgem de Nazaré abençoe os azulinos, os bicolores, todos, neste domingo de Círio e sempre. Amém!

Carlos Ferreira
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

ÚLTIMAS EM CARLOS FERREIRA