Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Os trunfos do Paysandu para buscar o acesso e o 'miado' do Remo na estreia de Eudes Pedro

Carlos Ferreira

Bom motivo para acreditar no acesso do Papão

Visitante mais competente desta Série C, com 59% de aproveitamento (quatro vitórias, quatro empates e uma derrota), o Paysandu está muito acima da sua própria média geral (32%) nos 46 campeonatos brasileiros que já disputou: 63 vitórias, 145 empates e 261 derrotas. Essas estatísticas, que tanto credenciam o atual time bicolor fora de casa, se devem ao jogo reativo implantado por Hélio dos Anjos. O Papão é um time que resiste e responde bem à pressão do adversário. Se repetir essa conduta no domingo, terá amplas possibilidades de êxito.

Como qualquer decisão, o jogo será tenso. À medida que resistir, o Papão vai impor nervosismo ao adversário. No entanto, se o Náutico abrir o placar na fase de maior pressão, passará a ter todo o emocional a seu favor. A tendência de jogo dramático se multiplica com a hipótese de decisão em “pênaltis”.

 

Leão "mia" na estreia de Eudes Pedro

Mesmo quando o Remo fez 1 x 0, no final do primeiro tempo, o Atlético-AC era melhor no jogo. A superioridade do time acreano ficou ainda mais clara no segundo tempo, quando virou o placar e venceu por 2   1. O Leão "miou" na estreia de Eudes Pedro.

Como o jogo de volta só acontece no dia 15, o novo técnico remista tem tempo bem razoável para fazer o Leão urrar na decisão da vaga. Afinal, ontem o time azulino não mostrou a nova postura prometida por Eudes Pedro, que já vai conviver com cobranças veementes nesses seus primeiros dias de técnico de futebol.

 

BAIXINHAS

* O Papão deve ter contra o Náutico uma dupla de volantes que subiu com o Fortaleza em 2017: Anderson Uchoa e Wellington Reis, o mais provável substituto do suspenso Léo Baiano. Uchôa foi titular na campanha vitoriosa do Fortaleza. Wellington era um reserva bastante acionado.

* Além do fato de ter 59% de aproveitamento como visitante nesta Série C, quando sua média nos 45 campeonatos brasileiros é 32%, o Paysandu conquistou seus dois acessos à Série B fora de casa (Macaé e Juiz de Fora). Em Fortaleza conquistou a Copa dos Campeões, acesso à Copa Libertadores. Mas em 1987 perdeu o Módulo Branco do Brasileiro  para o Operario em Campo Grande.

* Nas três decisões de acesso à Série B que o  Paysandu já encarou, contra Salgueiro (2010), Macaé (2012) e Tupy (2014), o gol na casa do adversário era critério de desempate. O regulamento mudou em 2018 e esse critério não existe mais. Uma pena! Se ainda existisse, pelo 0 x 0 em Belém, o Papão teria maiores possibilidades no domingo em Recife.

* Junto com Rembrandt Júnior e Cabral Neto, da TV Globo/PE, bati papo ontem com Kuki, auxiliar técnico de Gilmar Dal Pozzo no Náutico. Ele se refere a Hélio dos Anjos como "raposa do futebol" e diz que o Náutico se prepara com todos os cuidados para não ser surpreendido e para se impor na decisão do acesso à Série B.

* As grandes dificuldades de acesso e saída do Mangueirão até em jogos de público médio, como no último domingo, desafiam a Semob, o Detran e demais instituições engajadas. Ministério Público, que lidera o trabalho coletivo, está fazendo avaliações para a tomada de providências. Dificuldades com a estrutura viária e por alguns casos de descompromisso com a causa.

Carlos Ferreira
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