Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

O que esperar do Paysandu, hoje, na Copa do Brasil

Carlos Ferreira

As chances e os riscos do Papão, hoje, na Copa do Brasil

Hélio dos Anjos tem chamado atenção para a intensidade do Paysandu mesmo  com o time ainda muito instável, neste início de temporada. Hoje, pelas características peculiares da Copa do Brasil, isso dita as chances e os riscos do time bicolor. Sendo intenso, o Papão torna-se mais competitivo, mas fica mais propenso a erros e atende a uma conveniência do adversário à medida que torna o jogo corrido. Afinal, o Brasiliense só se classifica com vitória.

Time em reforma, ainda em readaptação ao modelo de jogo, geralmente é mais cauteloso. O Papão tem sido arrojado! Hoje o bicolor enfrenta um adversário muito maduro, mas sem a intensidade que Helio dos Anjos anuncia. Por isso, a clareza de que as chances e os riscos do Paysandu, hoje, estão na mesma cotação. A vantagem do empate é muito significativa para o time paraense. 

 

Gol a gol, ex-pedreiro constrói o nome no Leão

Um gol no amistoso de Salinas, três no jogo-treino contra o Estoril e dois no campeonato estadual. Números do alagoano Jackson com a camisa do Remo. Aos 26 anos, ele está no quarto clube da carreira, que só iniciou em 2017. Até então, o atacante só jogava competições de pelada e se dedicava à profissão de pedreiro.

Ano passado, Jackson fez 13 gols em 34 jogos pelo Ypiranga de Erechim. Ele já tinha negociação fechada com a Portuguesa, para disputar o campeonato carioca, quando recebeu a proposta do Remo. É um jogador com claras limitações técnicas, mas muito determinado e de boa mobilidade em campo. Ainda falta muito para o ex-pedreiro conquistar a massa azulina, mas está com crédito.

 

BAIXINHAS

* Transmissão do Re-Pa pela TV Cultura, domingo, irá para a rede nacional da TV Brasil. O mesmo vai ocorrer no segundo Re-Pa, nas semifinais e nas finais do Parazão.

* Se passar pelo Brasiliense, hoje, o Paysandu vai enfrentar o CRB na segunda fase da Copa do Brasil. O time alagoano classificou-se com autoridade na vitória sobre o Independente (3 x 2), ontem, no Baenão. Avançando, o Papão joga em Belém contra o alvirrubro alagoano. Três datas reservadas para a segunda fase: 19 e 26 de fevereiro e 4 de março.

* Jogo de hoje vai revelar os brios dos bicolores. Motivos não faltam para estarem inflamados e suarem o máximo contra o Brasiliense. O fato de o gramado de Luziânia não favorecer a um futebol bem jogado sugere mais ainda o espírito de superação, como se não bastasse a necessidade de recuperação moral para o Re-Pa.

* Cotado para virar titular no Leão, Wesley vai tendo resposta ao seu rendimento ascendente. Tem jogado bem mais que Gustavo Ermel, que, por sua vez, vem dando sinais de queda. Paulista, 26 anos, Wesley tem 12 jogos e cinco gols pelo Remo. Foi trazido em agosto, na Série C, por indicação de Márcio Fernandes.

* Com 12.737 pagantes por jogo, o Nacional  de Manaus supera a dupla Re-Pa em média de público no ranking geral das competições nacionais, de 1967 a 2019, na 18a posição. A explicação está no enorme sucesso do Naça nos anos 70. E diz bem o que o futebol amazonense já foi.

* O ranking mostra o Remo como 19°, com média de 12.588 e o Paysandu como 22º, com 12.305. A dupla Re-Pa está acima de Figueirense, Náutico, Goiás, Atlético Paranaense, Avaí, Ponte, Guarani, Vila Nova, ABC, América de Natal...

Carlos Ferreira
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