Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

O mesmo Eduardo Ramos reencontra um novo Remo

A mudança de Nicolas no Paysandu

Carlos Ferreira

Um novo Remo para o mesmo Eduardo Ramos 

Com 110 jogos, 24 gols, dois títulos e um acesso nas três primeiras passagens pelo Leão, Eduardo Ramos volta o mesmo jogador e encontra um novo Remo, que tem padrão de jogo, paga em dia e abre perspetivas. Uma das diferenças está na reabertura do Baenão, em breve. Finalmente, a realização da promessa que tanto ouviu.

Eduardo Ramos encontra um Remo bem melhor para trabalhar, mas sem as margens que teve o que queria dentro e fora de campo. Fora, é claro que não vai virar santo, mas não deverá ficar tão solto. Dentro, não será mais o dono da bola. Será mais cobrado e mais ajudado no cumprimento de funções táticas. Enfim, desta vez ele não está chegando de helicóptero e muito menos caindo de para-quedas, nem terá abertura para usar a garagem da presidência. Afinal, nos cinco anos da relação, o Remo conseguiu evoluir mais como clube do que Eduardo Ramos como atleta. Se bem que ele promete melhor conduta desta vez. 

 

O que há com Nicolas? 

Igualmente esforçado, Nicolas já não é tão reluzente no Paysandu quanto foi no início da temporada. Caiu de rendimento? Sim, mas pela conjuntura do time, que perdeu muito do potencial ofensivo. 

Nicolas brilhou numa função específica pelo lado esquerdo. Agora está se adaptando a uma nova função, de "flutuador". Pela aplicação tática, ele está aparecendo menos, rendendo menos e sofrendo na comparação consigo mesmo. Mas, pelo conjunto da obra, ainda é folgadamente o principal jogador do Papão na temporada. 

 

BAIXINHAS 

* Se ganhar em Tombos, o Papão pode avançar no fechamento da rodada e ultrapassar o Remo. Mas se perder, pode cair até três posições, para a própria Tombense amanhã, para o Ypiranga, que recebe o Atlético-AC no sábado, e para o Volta Redonda que recebe o Boa no domingo.

* Barrado por Perema, desta vez Victor Oliveira não enfrenta o seu próprio clube. O zagueiro é a atleta do Tombense e está emprestado ao Papão, sem qualquer cláusula que o impeça de jogar contra. Tanto que jogou na partida de Belém, vencida pelo clube bicolor por 1 x 0, gol de Nicolas. 

* O Remo foi campeão de público em todas as rodadas que jogou como mandante e lidera o ranking com 15.377 pagantes por jogo, mais que o triplo da média do segundo, Paysandu, que está com 4 978. Sábado, no mínimo o Leão vai superar e elevar a sua média. Ingressos a 30 e 50 reais. 

* Elielton Batista dos Anjos. O montealegrense tem o mesmo sobrenome, mas não deve ter qualquer parentesco com o chefe. Tem, porém, a atenção e elogios de Hélio dos Anjos. Mais que isso, vem tendo oportunidades no time bicolor. 

* Goleiro Giovanni é o 30° jogador contratado pelo Paysandu este ano e Eduardo Ramos o 35° do Remo. Como a data limite para legalização de atletas na Série C é dia 2 de agosto, a conta segue aberta nos dois clubes.

Carlos Ferreira
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