Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Remo tem supremacia em público na década

Carlos Ferreira

Dados da Federação Paraense de Futebol, coletados pelo Senhorgol, portal especialista em estatísticas de competições do futebol, mostram supremacia absoluta do Remo em matéria de público nos últimos 10 anos. Como o Parazão 2020 vai ser concluído sem torcida nos estádios, os números da fase pré-pandemia tornaram-se definitivos. Ao longo da década, a diferença no total de ingressos vendidos foi de 389.066, mais de um terço na vantagem do Leão sobre o Papão. 62% x 38%, no campeonato estadual. O Leão foi campeão de público em nove temporadas na década. Só perdeu em 2016, quando liderou até na semifinal e foi eliminado eliminado pelo São Francisco, que decidiu o título com o Paysandu.

Embora não haja um levantamento dos números, na quantidade de sócios torcedores o Paysandu sempre esteve acima, desde a década passada, até agora. Sem poder vender ingressos, os dois clubes focam mais do que nunca nos sócios torcedores.

 

Re-Pa de pagantes no Parazão, de 2011 a 2020

2011
Remo  87.066   
Paysandu 81.421

2012
Remo  74.632   
Paysandu 42.418

2013
Remo 158.472   
Paysandu 52.290

2014
Remo 133.491   
Paysandu 83.208

 2015
Remo 109.768   
Paysandu  50.921

2016
Paysandu 93.225      
Remo 37.829

2017
Remo 91.322      
Paysandu 61.155

2018
Remo 102.704    
Paysandu 78.607

2019
Remo 88.599 
Paysandu 69.559

2020
Remo 54.434 
Paysandu 47.259

Total: 
Remo 993.713 
Paysandu 604.667

 

BAIXINHAS 

* O novo século trouxe duas décadas distintas para o Papão. Máximas glórias na primeira e consequentes expectativas que foram frustradas na segunda, com reflexo nas arquibancadas. O esforço agora é pela retomada dos bons tempos em campo e nas finanças. 

* O poder do sofrimento! O Remo teve o seu auge nas arquibancadas justamente na fase de aspirante à Série D, em 2013, quando nem se classificou para o campeonato brasileiro, e 2014, quando ganhou o campeonato estadual, mas fracassou no nacional. 

* Os dados de público do Parazão na década expressam bem a força e a importância da rivalidade regional. Diz bem quanto um rival é vital para o outro. Para os remistas, as situações humilhantes em relação aos bicolores deram gás bastante para a superação, com grandes públicos mesmo para times pífios.

* Nesta década, o Paysandu tem três estaduais e duas Copas Verdes, além de dois acessos no campeonato brasileiro. O Remo tem quatro títulos estaduais e um acesso no campeonato brasileiro. Leão reina no âmbito estadual e o Papão no âmbito nacional. 

* Contratações na década. Acredite! Há um empate em matéria de atletas. Cada um contratou 305 jogadores nesses 10 anos. Para a comissão técnica o Paysandu contratou 10 profissionais a mais que o rival, entre técnicos, auxiliares, preparadores físicos, executivos... 92 x 82.

Carlos Ferreira
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