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CARLOS FERREIRA

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro. | ferreiraliberal@yahoo.com.br

Leão, próximo desafio é colar no rival

Carlos Ferreira

O Paysandu tem 49 títulos estaduais e o Remo 47. O próximo desafio do Leão Azul é colar no rival com o título de 2023. Para isso, está cumprindo um passo a passo nas providências para a próxima temporada, com a obstinação de ter um time comprometido com a causa, competitivo e vencedor.

O Remo 2023 começou a ser desenhado com uma convenção. As decisões administrativas do futebol serão de um quarteto: presidente Fábio Bentes, seus vices Antônio Carlos Teixeira e Marcelo Carneiro, e o presidente do Conselho Deliberativo, Milton Campos. As proximas duas semanas vão revelar muito do que eles estão planejando para condutas profissionais e atitudes competitivas: um Leão arrojado nas contratações e alinhado para alta competitividade. Vejamos!

São bicolores os maiores artilheiros do século

Zé Augusto, 90 gols, marcados de 2001 a 2012. Robgol, 82 gols, de 2003 a 2007. Yago Pikachu, 62 gols, de 2012 a 2016. Os três maiores artilheiros deste século no futebol paraense construíram os seus números com a camisa do Paysandu.

O quarto maior artilheiro fez pelo Remo 80% dos seus 46 gols. Eduardo Ramos fez 37 pelo Leão Azul e 9 pelo Papão, de 2013 a 2020. Vandick, Nicolas, Fábio Oliveira, Leandro Cearense, Rafael Paty, Val Barreto, Aleilson, Bergson, Cassiano são outros destaques no futebol do açaí em matéria de gols nas duas primeiras décadas do século XXI.

BAIXINHAS

* Com o Remo fora da Copa Verde, não teremos mais Re-Pa em 2022. E a temporada registra igualdade nos quatro clássicos disputados: uma vitória do Remo (3 x 0), uma do Paysandu (3 x 1) e dois empates (1 x 1 e 2 x 2). A única vantagem é no total de gols. O Leão fez sete e o Papão seis.

* O Paysandu tem não apenas dois títulos estaduais a mais que o Remo (49 x 47), como tem também seis vice-campeonatos a mais (39 x 33). Os demais: Tuna 19; União Esportiva (extinto) 3; Guarani (extinto) Independente e Águia 2; Castanhal, São Raimundo, São Francisco, Paragominas, Ananindeua, Sport Belém e os extintos Sport Pará, Norte Club, Luso Brasileiro e Nacional 1.

* Com o sucesso de Pedro Raul no Goiás, o ex-bicolor Nicolas virou reserva e não faz gol desde julho. Assim mesmo, tem 19 gols em 62 jogos com a camisa esmeraldina. Pelo Paysandu foram 37 gols em 103 jogos.

* Paulinho Curuá está curtindo as férias como legítimo interiorano, isolado num sítio no Oeste do estado ouvindo o canto dos pássaros. Ele diz que quando sai do sítio é abordado, por onde passa, para dar explicações sobre o Gol do Fantástico que marcou contra o ABC, o lance mais bonito do Remo na temporada.

* É de grande relevância o papel do futebol nas campanhas de conscientização contra racismo, homofobia e violência. Podemos alegar injustiça na punição dos clubes por causa de atitudes individuais, mas é a forma de torcedores fiscalizarem uns aos outros em defesa dos clubes.

* A polêmica produzida por cada episódio dá força às campanhas contra preconceitos. O fato é que pouco a pouco a sociedade brasileira está se corrigindo nas posturas discriminatórias, com grande contribuição do futebol. A violência, porém, como mazela social muito mais complexa, segue triunfante.

Carlos Ferreira
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