Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Eduardo Ramos ficará no Remo para 2020, mas com salário reduzido

Carlos Ferreira

Eduardo Ramos fica, mas ganhando menos

Eduardo Ramos segue no Remo para 2020, mas num patamar salarial bem abaixo do que já teve nas passagens anteriores pelo clube. É que na contratação, no início de julho, o atleta aceitou um risco. Se o Remo subisse, o meia ganharia quase o dobro em 2020. Eduardo perdeu junto com o clube! E nesse período sem competição está só com o salário registrado em carteira, que representa 20% do salário que vinha recebendo durante as competições do ano, mesmo caso de Yuri. Quando os jogos forem retomados, Eduardo voltará a receber o "valor cheio", que é em torno de 60% do maior salário que já recebeu no clube em anos anteriores.

Em débito com a torcida, o jogador será muito cobrado no começo da nova temporada. Se recomeçar bem, logo voltará a ser apoiado. Se começar mal, terá um clima insustentável no clube. Eduardo Ramos vai completar 34 anos em março e está na quarta passagem pelo Leão Azul.

 

Que efeito o título da CV teria nas renovações do Papão?

Jogadores que interessam ao Paysandu para 2020 estão evitando negociar o novo contrato, preferindo esperar o desfecho da Copa Verde, na expectativa de maior valorização. Além disso, alguns têm sondagens ou até propostas de outros clubes. Somente o zagueiro Micael, o lateral Bruno Collaço e o atacante Vinícius Leite fecharam negócio para mais uma temporada. Os demais, apenas aditivo prorrogando o antigo contrato até o fim da Copa Verde.

O título da CV valorizaria os atletas, mas também daria ao clube melhores condições financeiras para mantê-los. É uma decisão em que todos podem ganhar, e essa perspectiva é a principal fonte de forças para o duplo duelo com o Cuiabá.

 

BAIXINHAS

* Caso Rony tem audiência de conciliação, hoje, na Justiça do Trabalho. Mas a empresa que briga pelo atleta não admite acordo. É uma questão jurídica que tende a se prolongar. Rony deve perder, assim, a vitrine que teria no próprio Leão, com um contrato que já terminaria no início de 2021.

* Pelo crédito que já construiu, poderia repetir o sucesso de Keven, que fez 11 jogos no time profissional, saiu campeão e está em Portugal.  Por 10 mil reais na mão, Rony deu um passo arriscado. O rumo dele está por conta da Justiça do Trabalho.

* Alan Calbergue, 21 anos, emprestado pelo Paysandu, é titular do Aymoré na Copa da Federação Gaúcha, cujo campeão opta por vaga na Copa do Brasil ou na Série D. Calbergue tem 10 jogos e três gols pelo Aymoré. Em 2020 ele estará à disposição de Hélio dos Anjos.

* Zagueiro bicolor Vitor Oliveira, paraense de Conceição do Araguaia, reserva imediato de Perema e de Micael, jamais foi campeão no Brasil. Aos 25 anos, ele só deu volta olímpica na Moldávia, onde conquistou título pelo Sheriff.

* Vinda do executivo Jorge Macedo para o Leão Azul só depende da solução de alguns problemas dele em Porto Alegre. O clube fechou a negociação salarial com Macedo e já sabe da pretensão de Carlos Kila. Será um dos dois! Definição pode sair hoje.

* Tuna, viúva virgem da Segundinha. Eliminada invicta, com quatro empates. Clube estressado, time limitado e torcida frustrada. Dores de um clube cuja última grande glória já tem 27 anos: título da 3a divisão nacional de 1992. 

Carlos Ferreira
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