Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Conheça a seleção do Parazão 2020 antes da bola parar de rolar

Carlos Ferreira

Seleção do Parazão

Vinícius (Remo); Daelson (Independente), Perema (Paysandu, Rafael Jansen ( Remo), Bruno Collaço (Paysandu); Uchôa (Paysandu) Serginho (Paysandu), Marcos (Castanhal), Vinícius Leite (Paysandu); Pecel (Castanhal) e Nícolas (Paysandu). Técnico: Artur Oliveira (Castanhal). Principal destaque: Nicolas. Principal revelação: Marcos.

Obviamente, muitos vão discordar desse ou daquele nome nessas escolhas do colunista. Isso é bom! Afinal, a ideia é abrir a discussão sobre os melhores nas oito rodadas deste campeonato, no pré-pandemia. E se o Parazão for mesmo concluído em campo, ainda teremos mudança de cenário em meio às surpresas que viriam nas duas rodadas finais da fase classificatória, semifinais e finais.

 

Quem é Marcos, a revelação?

Natural de Inhangapi, 19 anos, fruto da base do Japiim, o volante/meia Marcos ganha o destaque de principal revelação deste Parazão. É um atleta de muita força física, muito aplicado na marcação e cumpridor de funções táticas. Aparece pouco para o público, mas é utilíssimo. Artur Oliveira não poupa elogios ao garoto, que já havia jogado no time profissional do Castanhal em 2018, lançado por Lecheva, e em 2019, escalado por Douglas Leite.

É verdade que este é um campeonato pobre de revelações. Mas, entre os poucos garotos que vimos em campo, Marcos é acima da média. Tem todas as credenciais para uma carreira de sucesso no futebol.

 

BAIXINHAS

* Taca de Prata, 1985. A Tuna precisava eliminar o Fortaleza para chegar ao triangular final com Figueirense e Goytacaz. No jogo de ida, 0 x 0. Em Belém, pressão da Tuna no primeiro tempo e "milagres" do goleiro Salvino.

* O repórter e torcedor tunante Paulo Ferrer havia descoberto que o goleiro do Fortaleza tinha medo se sapos e encomendou alguns. A encomenda chegou por volta dos 40 minutos de jogo. Ferrer guardou as armas para o segundo tempo. Atirou os sapos junto à trave de Salvin.

* O goleiro do Fortaleza reclamou muito, mas o árbitro não lhe deu ouvidos. Ele se perturbou e a Tuna aproveitou. Fez 5 x 1, se classificou com autoridade e acabou conquistando o primeiro título brasileiro do futebol paraense. Paulo Ferrer, já falecido, não deixa de ser um dos heróis cruzmaltinos.

* O Paysandu emplacou o médico Edilson Júnior e o Remo colocou Jean Klay na comissão da FPF que elabora o protocolo anticovid para a reativação do futebol paraense. Cabe a esses profissionais, porém, representar somente a medicina, e não a dupla Re-Pa, como são apresentados.

* Não é decente a comissão ter médicos dos dois clubes e não ter dos demais. A ciência não pode vestir camisa. José Guataçara, que preside a comissão, e o fisiologista Nagib Abdon são os outros dois médicos da comissão paraense, que é assessorada por Jorge Pagura, diretor da comissão médica da CBF.

Carlos Ferreira
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