Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Como ficam Mangueirão, CT bocolor e iluminação do Baenão?

Carlos Ferreira

Três projetos estruturantes para o futebol paraense saíram dos noticiários, sufocados pela permanente repercussão do novo coronavírus. O Mangueirão já entraria em obras em julho para transformação em arena, o centro de treinamentos do Paysandu já teria o primeiro campo em condições de uso no mês de agosto, e o Baenão ganharia o novo sistema de iluminação ao longo do segundo semestre.

Os dois clubes, que já tinham orçamento apertado, entram em grave desajuste financeiro e focam nas prioridades mais urgentes. Iluminação do Baenão e CT bicolor devem ficar para quando forem possíveis. E a arena Mangueirão fica por conta de análise dos cofres do governo estadual. Por enquanto, é assunto proibido.

 

Bastidores tecnológicos nas tratativas do Parazão

O Whatsapp mantém dirigentes dos clubes em contato permanente nas tratativas do destino do Parazão 2020. Depois do dia 20, os recursos tecnológicos serão acionados para videoconferência entre os clubes e a FPF, tal como tem feito a CBF nesse período de isolamento social. Em 112 anos do Parazão, os bastidores do futebol paraense nunca foram tão tecnológico.

Mais importante que a forma será o conteúdo do debate. O sucesso da conversa final vai depender de acordos prévios, que parecem improváveis. Afinal, os clubes ainda estão mais focados em defender suas conveniências do que em superar as divergências.

 

BAIXINHAS

* O Parazão prossegue na retomada das atividades? Serão cancelados os 16 jogos restantes? Serão canceladas somente as duas últimas rodadas da fase classificatória? Prevalecem as posições atuais para acesso às competições da CBF? O Paysandu leva o título de campeão por ser o líder na paralisação? Essas são as questões!

* Deve pesar no destino do campeonato estadual o interesse da Funtelpa, que pagou por um campeonato inteiro. Não podem ser ignorados os tantos interesses envolvidos, que podem provocar desdobramentos judiciais. É muito importante que os clubes se cerquem de orientações jurídicas em qualquer decisão.

* No que houve de campeonato, um jogador que subiu de patamar é o lateral esquerdo Cabecinha, do Independente, sobretudo pelos cinco gols de falta e de pênalti, em oito jogos no Parazão e um na Copa do Brasil. E no todo, boas atuações desse tucuruiense de 23 anos.

* Júnior Amorim, Júnior Rato, Chaveirinho e Ricardo Capanema. Eles formavam a "colônia paraense" no Sampaio Corrêa, mas foram todos dispensados. Mas a "colônia maranhense" segue firme em Belém com Mimica, Rafael Jensen, Robinho e Xaves no Baenão, e Alex Maranhão na Curuzu.

* Na contramão da crise que assola os clubes, o Tapajós está construindo o seu modesto Centro de Treinamentos. O projeto é para três campos, refeitório, alojamento e demais dependências básicas. O Tapajós é um clube de investidores, o que explica o fôlego para investimento nesse período de asfixia geral.

Carlos Ferreira
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