Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Como estarão os clubes na "era" na arena Mangueirão?

Carlos Ferreira

O cronograma das obras do Mangueirão, na transformação do estádio em arena, prevê o início em julho próximo e duração de dois anos. Podemos acreditar que os clubes também vão avançar para uma nova era?

Espera-se da Arena Mangueirão maior capacidade de público e condições digas para os torcedores. Mas os times, especialmente Remo e Paysandu, também precisam se tornar mais atrativos. O ideal é que estejam pelo menos na Série B nacional. Ou em plenas condições de conquistar esse acesso. Melhor ainda se algum dos clubes coadjuvantes subir à Série C. O fato é que o futebol paraense precisa fazer por merecer (em campo) esse novo palco prometido pelo governo estadual.

 

Privação agora é investimento

Com todas as críticas que possam merecer no futebol, é justo reconhecer que Remo e Paysandu estão sob gestão muito responsável nas finanças e na estruturação possível. O Papão sofreu atraso nos seus avanços ao se endividar no desespero da luta contra o rebaixamento no campeonato brasileiro (2018) que não conseguiu evitar. O Leão está com as verbas de patrocínio comprometidas na Justiça do Trabalho até 2022, quando deve ganhar fôlego financeiro e condições para subir de patamar.

A dupla Re-Pa confirma as perspectivas se a responsabilidade com as finanças for mantida. Vale a consciência que privação agora é investimento para a sonhada nova era, a ser simbolizada pela bem vinda Arena Mangueirão.

 

BAIXINHAS

* A vitória das instituições de segurança sobre o vandalismo nas praças esportivas de famílias transformou em eventos do futebol em programa de família. Isso tem ficado claro nos Re-Pas, que sempre foram os eventos mais perigosos. É crescente a presença de  mulheres e crianças!

* A aplicação do Estatuto do Torcedor, forçada pelo Ministério Público, melhorou bastante os estádios. Mas ainda não oferecem condições de dignidade humana, principalmente no uso dos banheiros. São ruins para os homens e péssimas para mulheres e crianças, principalmente no Mangueirão.

* O Remo faz ótimo aceno com a criação do Espaço Família no Baenão, lado da Almirante Barroso, em parceria com torcidas organizadas femininas. No Mangueirão foi necessária uma intervenção de um grupo de torcedores (homens) para a reserva de banheiros para as mulheres, no Re-Pa do último domingo, no lado bicolor.

* Para o drama que vem por aí, no fechamento do Mangueirão por duas temporadas, um bom atenuante pode ser o que faz o Ceará Sporting. O clube instala seus consulados em espaços onde os torcedores para acompanhar jogos pela televisão, sempre com presença de ídolos, venda de produtos do clube e cadastramento de novos sócios torcedores.

* Neste fim de semana estamos experimentando o que vai virar rotina. O Remo jogou ontem no Baenão, contra o Independente, e o Paysandu joga hoje, 10 horas, na Curuzu, contra o Castanhal. Haja transtornos! Pior para a Polícia Militar, com trabalho em dobro para garantir a segurança dentro e em torno dos estádios.

Carlos Ferreira
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