Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Cicatrizes curadas no Paysandu e a incerteza de Eudes no Remo

Carlos Ferreira

Em apenas um mês, Papão consegue sarar a ferida

Do golpe na jornada dos Aflitos, dia 8 de setembro, à glória de eliminar o maior rival na Copa Verde, domingo, o Paysandu só precisou de um mês para sarar a ferida. Os bicolores saboreiam intensamente a vitória no Re-Pa, miram o título da CV e ao mesmo tempo já estão em providências para 2020.

Tudo indica que o clube vai manter as peças do sistema defensivo, que tomou apenas 28 gols em 41 jogos (0,7 por jogo) e o modelo de jogo, com o mesmo comando. Isso ajuda muito no processo para a próxima temporada, sob a liderança de Hélio dos Anjos. Enfim, com esse astral e com essas perspectivas, só resta a cicatriz do episódio dos Aflitos.

 

Eudes Pedro, a grande incerteza no Leão

Fontes dão como certa a troca de técnico no Remo. O presidente Fábio Bentes nega qualquer decisão, mas admite a possibilidade. Assim, Eudes Pedro vira a grande incerteza azulina do momento, a se resolver ainda esta semana.

As alegações contra Eudes parecem preconceituosas, por não ter rodagem como técnico e até por ser quieto à beira do campo. Mais importante que isso é avaliar a qualidade dos treinamentos, a liderança, a honestidade e a contribuição que pode dar na contratação dos reforços, com seus apadrinhamentos em grandes clubes. Se a diretoria tem convicção da capacidade do profissional, deve manter o projeto. Se a avaliação for negativa, a troca será necessária. O que não pode ocorrer é a demissão por simples pressão de pitaqueiros.

 

BAIXINHAS

* Em maio, quando a CBF divulgou a tabela da Copa Verde, o espaço entre as semifinais e as finais eram de três semanas. Nas mudanças, o Papão vai esperar 42 dias! O intervalo entre um jogo e outro da decisão era de um mês. Mudou para uma semana.

* Há dois anos os noticiários do Remo não tratam de salários atrasados. Essa constatação e a melhora nas condições gerais de trabalho, inclusive pela recuperação da estrutura física, traduzem os avanços do Leão. Depois de décadas perdidas com a ideia de que era preciso vencer para organizar, agora o Remo funciona com a ideia de que é preciso organizar para vencer.

* Quando foi contratado pelo Paysandu, o meia Leandro Lima causou as melhores expectativas. No entanto, ele só participou de 18 dos 41 jogos do Papão na temporada e não teve uma única atuação destacada. É cearense, tem 33 anos e não deve ficar para 2020.

* Fruto da base do Paysandu, o atacante  paulista Jenison, 28 anos, é o "cara" do Paraná nesta temporada. Tem 15 gols. Ainda sub 20, Jenison chegou a jogar no time principal do Papão em 2010. Fez gol num amistoso contra o Pedreira. Foi vendido ao Athletico Paranaense e rodou por outros oito clubes, do Brasil e do exterior, até chegar ao Paraná. Em 2015 teve passagem apagada pelo Tapajós, de Santarém.

* Academia de musculação do Remo deverá ser inaugurada em dezembro, na primeira fase da pré-temporada. A academia já foi usada nos últimos dois meses, mas ainda não está completa. Na inauguração, deverá ganhar o nome de Fernando Oliveira, em justíssima homenagem.

Carlos Ferreira
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