Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

A rotina - e a falta dela - de artilheiros em Paysandu e Remo

Carlos Ferreira

Raio cai duas vezes, em repeteco, para o Papão

Em 1979, Darío foi o grande artilheiro do Papão: 17 gols em 16 jogos oficiais. Quando ele saiu, a torcida não imaginou que logo em seguida vibraria com os gols de Chico Spina. Em três temporadas ele fez 42 gols pelo clube bicolor. O raio da sorte já havia caído duas vezes na vida do Papão!

Este século começou com repeteco. O raio caiu na vinda de Vandick, autor de 31 gols, peça fundamental na conquista da Copa dos Campeões, e novamente na vinda de Robgol, 91 gols, jogador mais decisivo do Papão na Copa Libertadores. Os dois até chegaram a ser colegas no elenco bicolor de 2003.

Sempre que qualquer clube perde um grande goleador, espera muito pelo surgimento de outro. O Paysandu foi muito privilegiado nas sucessões imediatas de Darío por Chico Spina e de Vandick por Robgol.

 

Leão: 13 anos sem sucessor para Fábio Oliveira

O último grande artilheiro do Remo foi Fábio Oliveira, em 2007, na Série B. Fez 22 gols, mas ficou em terceiro lugar na artilharia daquele campeonato, atrás de Alessandro (Itapinga, 25) e Val Baiano (Gama, 23). Nos últimos 13 anos, o Leão teve algumas fases alentadoras em matéria de artilharia com Marciano (2010), Rafael Paty (2015) e Edno (2017), mas em níveis muito abaixo do último goleador. O próprio Fábio Oliveira está no bloco dos que não resolveram, no retorno, em 2012.

A busca azulina por goleador tem nomes como Reinaldo Aleluia, Zé Carlos, Frontini, Bebeto, Finazzi, Leandrão, Mendes, Val Barreto, Leandro Cearense, Rodrigo Dantas,pp, Luiz Eduardo, Marcão, Neto Baiano, Jackson...

 

BAIXINHAS

* Na história do Paysandu o maior artilheiro é Bené com 249 gols. Em seguida, Hélio com 237 e Quarenta Lebrego com 208. Eles foram da década de 60 para trás. Únicos com mais de 200 gols com a mesma camisa no futebol do Pará.

* Abaixo deles, se destacam Carlos Alberto Urubu com 130, Cabinho 127, Cacetão 123, Zé Augusto 118, Ércio 104, Vila 100, Edil 95, Róbson (Robgol) 91, Quarentinha 86, Patrulheiro 79, Roberto Bacuri 78, Robilotta 70.

* No Remo, o maior artilheiro é dos anos 80. Dadinho fez 163 gols com a camisa azulina, de 1983 a 1986. O segundo maior goleador remista foi Alcino, com 158 gols, de 1972 a 1975. Em seguida, Quiba com 154, Mesquita 132 e Bira 115.

* Dos artilheiros mais recentes, desta década, Rafael Oliveira foi o destaque com a camisa do Paysandu, com 27 gols. Depois, Rafael Paty (Cametá e Santa Cruz/2012, 23 gols), Danilo Galvão (Águia/2013, 21 gols), Lima (Paysandu/2014, 20 gols).

* Pikachu (Paysandu/2015, 20 gols), Leandro Cearense (Paysandu/2016, 13 gols), Bergson (Paysandu/2017, 28 gols), Cassiano (Paysandu/2018, 20 gols), Nicolas (Paysandu/2019/2020) 19 gols. Vale registro para Pecel, artilheiro do atual Parazão com oito gols, pelo Castanhal, e sempre fazendo gols nas últimas temporadas.

* Todos os artilheiros não citados acima devem sentir-se homenageados pela coluna na abordagem deste tema, como é bem o caso de Ageu Sabiá, que foi formidável na sua época. Os dados registrados na coluna têm como fonte os registros estatísticos do jornalista e pesquisador Ferreira da Costa.

Carlos Ferreira
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