Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

A pós-quarentena vem com a segunda chance ao Remo

Carlos Ferreira

A pré-temporada do Remo, em dezembro/janeiro, durou 45 dias, teve uma etapa em Salinas, mas o resultado foi pífio. O time azulino teve baixo rendimento físico, sobretudo pela baixa intensidade. No Pós-quarentena da pandemia, a partir da próxima quarta-feira, novamente os remistas terão um mês e meio de preparação, agora na intertemporada. Segunda chance para o Leão ter um time intenso, resistente, competitivo na temporada.

Na preparação básica anterior, pecados dos comandantes gaúchos que não planejaram conforme as peculiaridades regionais. Desta vez, porém, tanto o preparador físivo Rony Silva como o tecnico Mazola Junior conhecem bem a realidade local, e devem ouvir melhor o fisiologista Erick Cavalcante. Afinal, a torcida até tolera deficiências técnicas e táticas, mas nunca a falta de bravura. 

No Papão, característica consolidadas

Hélio dos Anjos já fez questão de dizer que a intensidade é a principal característica do Papão, como de fato vimos. É um time maduro, mas vigoroso a ponto de acelerar tanto na transição ofensiva como na defensiva. Por atender bem a essa exigência, o meia Luiz Felipe, 23 anos, já estava se encaminhando no time quando o campeonato foi suspenso. Caso também do atacante David Souza, pela força física. 

Neste recomeço, os testes físicos devem determinar as primeiras preferências do técnico. Mas os dados preliminares indicam que nao não haverá surpresas, a não ser por uma ou outra contratação que possa chegar. O Papão vai recomeçar com o conforto de quem já está classificado para a fase semifinal do Parazão. 

BAIXINHAS

* Na tabela original, o Paysandu iria enfrentar o Itupiranga em Marabá e o PFC em Paragominas, enquanto o Remo iria a Santarém enfrentar o Tapajós, depois de receber o Águia. Agora, todos os jogos serão em Belém, mas sem público. 

* Nos esperados reencontros de Leão e Papão, o Parazão da pandemia pode ficar marcado pelos primeiros Re-Pas com torcida zero no estádio. A não ser que até lá haja permissão para alguma cota de público. Na era do futebol profissional, o Re-Pa com menor público foi na Taça CBF, em 1984 (0 x 0), com 2.068 torcedores. 

* Papão fez 10 jogos na temporada e Elielton participou de seis, mas não disputou nenhum integralmente. A renovação do contrato foi uma novela, no entanto o atacante não conseguiu repetir o nível de atuações que teve em 2019. Os concorrentes Uilliam e David Souza foram mais produtivos. 

* Destravamento do campeonato carioca alivia o Castanhal, cujo goleador, Pecel, está no Boavista sob o compromisso de voltar para a reta final do Parazão. Pecel já entrou no jogo contra a Portuguesa e vai jogar contra o Flamengo na próxima quarta-feira.

* Dos seis jogadores que o Remo está contratando, só três virão no primeiro momento, para o campeonato estadual. Chegam na próxima semana o centroavante Zé Carlos, 37 anos, ex-São Bernardo/SP; o lateral direito Ewerton, 26 anos, ex-Sampaio Corrêa; e o volante Júlio Rusch, 23 anos, cedido pelo Coritiba. 

Carlos Ferreira
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