Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

A marca impressionante do Paysandu na Copa Verde e o fim de uma frase pronta

Carlos Ferreira

Na Copa Verde, Papão não perde há 16 jogos

A invencibilidade do Paysandu na temporada (25 jogos) tem sido comentada diariamente. Mas, puxando estatística só de Copa Verde, vemos que o Papão teve dez vitórias e seis empates nos últimos 16 jogos. A última derrota do Papão na CV foi há dois anos e meio, para o Luverdense (3 x 1), no Mato Grosso, dia 4 de maio de 2017, no jogo de ida da decisão.

Amanhã o Papão poderá ser campeão até com derrota. Se perder por um gol, poderá conquistar o título nos pênaltis. Mas para fazer a festa completa, o time bicolor vai tratar de manter as invencibilidades e levantar o 57° troféu da história do clube.

 

Seria o fim de uma frase pronta?

As discussões sobre futebol que cheias de frases prontas, aquelas bem simplistas que bloqueiam os questionamentos. Uma bem frequente: "Não que saber se os jogadores são regionais ou importados. Importante é que sejam bons". Agora temos bons motivos para refletir sobre o assunto.

Dados da fisiologia confirmam percepções óbvias e constatações históricas. Atletas regionais têm mais resistência de potência no nosso clima e, por isso, melhor rendimento de força e de velocidade. E a história mostra que todos os times vitoriosos do Pará tinham base regional, assim como os mais vexatórios eram basicamente importados. Isso não é uma condenação à importação, mas uma proposta de reflexão sobre o potencial fisiológico de talentos locais, agora com aval científico. Nesse futebol cada dia mais intenso, isso não pode ser ignorado.

 

BAIXINHAS

* Óbvio que o Papão está com o título da Copa Verde na mão. Mas não custa nada se manter alerta, até pelo potencial do Cuiabá. Ano passado o Atlético Itapemirim tornou dramática a decisao em Belém, ao fazer 1 x 0, depois de ter perdido no Espírito Santo por 2 x 0. Pedro Carmona empatou e garantiu a festa.

* Árbitro Sávio Pereira Sampaio, e os assistentes, vêm do Distrito Federal para Paysandu x Cuiabá. E o irmão dele, Wilton Pereira Sampaio, de Goiás, como árbitro de vídeo. Decisão da CV às 21 horas, amanhã, no Mangueirão.

* O passado e o futuro do Remo na decisão da Copa Gaúcha. Se o São José tem o futuro técnico remista Rafael Jaques, o Pelotas tem o volante Vacaria e o meia Wallacer, que vestiram azul marinho este ano. O Pelotas venceu a primeira partida da decisão por 2 x 0. Finalíssima no próximo sábado.

* Robson Melo, técnico do Bragantino, fazendo estágio em Portugal, no Paços de Ferreira e no Gil Vicente. Tem agenda também no espanhol Celta de Vigo. É o técnico revelação na temporada paraense.

* Ao final do ano passado, a FPF anunciou que as vagas do Pará na Copa SP passariam a ser do campeão e do vice do campeonato sub 20, que mudou do primeiro para o segundo semestre.

* No entanto, a Federação recuou e manteve as vagas para campeão e vice do sub 17 (Carajás e Desportiva), conforme resposta do novo diretor técnico, Raimundo Araújo, a um questionamento desta coluna.

Carlos Ferreira
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