Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

A invencibilidade e o jejum do Paysandu e a marca discreta do Remo

Carlos Ferreira

Invencibilidade e jejum se confundem no Papão

A última derrota do Paysandu foi para o Internacional (0 x 1, Copa do Brasil) no dia 29 de maio. Desde então, em quatro meses, 20 jogos, com 15 empates e 5 vitórias. Por trás dessa invencibilidade, porém, se esconde um jejum. Os empates consecutivos implicam num jejum de sete jogos, um mês e meio.

Domingo, se ganhar o Re-Pa, o Papão será finalista da Copa Verde com glória completa. Se passar com empate, será finalista em jejum e invicto. Mas se perder, fechará a temporada com a marca do jejum: oito jogos. São possibilidades bem distintas para os bicolores, que lutam pelo único título possível este ano, quando perdeu apenas cinco dos seus 40 jogos. No mais, 14 vitórias e 21 empates.

 

Leão, só dois gols em cinco Re-Pas

Neto Baiano chamou atenção para uma insegurança no Remo em matéria de Re-Pa. Na semana passada, ele repudiou no Baenão algumas opiniões que atribuem superioridade ao rival e cobrou mais coragem na busca da vitória. Contudo, além de ainda não ter vencido, o Remo fez apenas dois gols contra o Paysandu e tomou meia dúzia nos cinco Re-Pas.

Domingo não haverá “talvez”. O Re-Pa vai colocar um time de férias e o outro na decisão da Copa Verde. Mais do que nunca, terá que haver coragem! Da parte de Eudes Pedro, terá que haver inteligência para planejar e competência para organizar um time mais vigoroso e consistente, provavelmente com mudanças. O clássico mostrou bem as vulnerabilidades e outras limitações, além de virturdes que podem ser potencializadas no time azulino.

 

BAIXINHAS

* Virou hábito no Pará o descumprimento do Estatuto do Torcedor no que diz respeito à divulgação de renda/público, que deveria ocorrer durante o jogo. Os clubes agem pior ainda com o borderô. O boletim financeiro do Re-Pa só foi disponibilizado ontem à noite.

* Remo vendeu 9.905 ingressos e lucrou R$ 164.205,34. O Paysandu teve 6.690 pagantes e lucrou R$ 89.799,99. Coerentes ou não, esses são os números que clubes e federação tanto demoraram a liberar para a imprensa. Ministério Público precisa agir. O Estatuto do Torcedor está sendo ignorado.

* Goianos serão maioria no Re-Pa, domingo. O árbitro José Wilton Pereira, os dois assistentes, o quarto e o quinto árbitro, os azulinos  Vinícius, Ramires, Eduardo Ramos, Gustavo Ramos e o bicolor Vinícius Leite, além do mineiro Hélio dos Anjos que tornou-se goiano por opção. 

 * Coincidência ou não, o Paysandu parou de vencer quando perdeu o brilho de Tomas Bastos. Ele foi brilhante pela última vez na última vitória do Papão: 3 x 1 no Luverdense, em Lucas do Rio Verde. O meia jogou mal e até perdeu pênalti no Re-Pa, foi discreto no primeiro jogo contra o Náutico e se lesionou cedo no segundo. Agora está recomeçando, devendo compor o banco no domingo.

* Baú da Copa Verde. Sete Re-Pas, sempre na semifinal. Quatro vitórias do Papão, uma do Leão e dois empates. Duas classificações dos bicolores e uma dos azulinos. Raí e Betinho, do Paysandu, com dois gols, cada, em 2016, são os artilheiros do Re-Pa na Copa Verde.

Carlos Ferreira
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