Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

A comprovação científica do talento extra do jogador paraense

Carlos Ferreira

O diferencial dos jogadores paraenses, segundo Hélio dos Anjos

Em geral, jogadores da região são acima da média em força e velocidade, na percepção de Hélio dos Anjos. E isso é diferencial importantíssimo no futebol tão intenso da atualidade. O fisiologista Erick Cavalcante, do Remo, atribui esse diferencial fisiológico dos paraenses ao nosso clima, sobretudo pela elevada umidade do ar, que provoca alta transpiração. Suando demais, os atletas perdem muita energia, o que compromete rendimento e fomenta lesões.

Jogadores importados, dependendo de onde venham e de características fisiológicas, demoram a se adaptar ou nem se adaptam. Erick Cavalcante observa que atletas mais fortes fisicamente se adaptam melhor, como o bicolor Nicolas, por exemplo, pela privilegiada reserva de energia.

 

Leão e Papão se unem por mais espaço para a prata da casa no Parazão

Um terço dos jogadores relacionados para cada jogo teria que ser sub 23, como forma de abrir mais espaço para os frutos da base. Segundo o presidente remista Fábio Bentes, essa proposta é conjunta, de Remo e Paysandu, à FPF, para o regulamento do Parazão 2020. A aprovação do regulamento se dá por adesão, à medida que os clubes inscrevem atletas no campeonato.

A proposta da dupla Re-Pa não poderia ser mais oportuna, diante das observações de Hélio dos Anjos e avaliação científica de Erick Cavalcante, destacando o diferencial de força e velocidade dos atletas da região. Vale a pena todos refletirem sobre o tema. É sempre bom lembrar que nas melhores campanhas em competições da CBF, os times paraenses tinham base regional. Foi assim em todas as conquistas nacionais de Paysandu, Remo, Tuna e São Raimundo.

 

BAIXINHAS

* Aprofundar as análises, com base científica, da relação do nosso clima com o rendimento físico diferenciado dos atletas regionais, pode ser um forma de saltar do achismo para constatações incontestáveis e potencializar os nossos times reduzindo custos, elevando receitas.

* O fisiologista Erick Cavalcante explica a questão por "resistência de potência". Como reagem bem ao suor demasiado, fazem por mais vezes os movimentos mais desgastantes sem acusar tanto desgaste.

* É bem o caso de Rony, ex-Remo, agora no Athletico Paranaense,  que tem explosão muscular acima da média e dá sucessivas arrancadas durante o jogo sem perder potência. Com essa resistência absurda, ele impressiona os estudiosos.

* Dentro dessa perspectiva fisiológica, é importante a repetição de peças importadas no Leão e no Papão para 2020. Afinal, são atletas que já experimentaram a alta transpiração provocada pelo nosso clima amazônico. Mais importante ainda é a subida de atletas da base, amparados por compromisso dos clubes e condições novas de espaço.

* No blog da coluna, no oliberal.com, você diz quem está fazendo mais sucesso: o ex-bicolor Pikachu no Vasco ou o ex-azulino Rony no Athletico Paranaense. Acesse e responda. Rony joga neste domingo contra o Botafogo e Pikachu nesta segunda contra o Goiás. (Acesse a enquete aqui!)

* Tecnicos iniciantes nos quatro semifinalistas da Segundinha: Jax Cametá no Carajás, Vânderson Aguair no Parauapebas, Wando Costa no Itupiranga e Zico no Cametá. 

Carlos Ferreira
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