Bernardino Santos

Jornalista e colunista de O Liberal com 50 anos de profissão. Começou a carreira como repórter em O Liberal e também trabalhou em rádio e televisão.

Cláudio Noronha comemora chegada de idade nova

Bernadino Santos

 

Professor Cláudio Noronha, ao lado de Angela Iria Noronha, comemorou ontem a chegada de idade nova, reunindo os mais chegados em meio a um jantar. (Divulgação)

 

 

 

 


 


Tradições
A coluna da Sexta-Feira da Paixão faz um giro pelas tradições que o tempo vai engolindo. Para os mais antigos, é uma lembrança suave. Para os mais novos, apenas um farrapo do passado, que vale apenas como informação histórica.

Sem missa
Hoje é o único dia do ano em que não há missa em nenhuma igreja do mundo. Nesta Sexta-Feira Santa os sacerdotes desmontam o altar e distribuem a Santa Comunhão, usando hóstias consagradas ontem.

Imagens cobertas
Era tradição, no passado, as igrejas cobrirem a Cruz e as imagens de santos com um pano roxo, para que todos os olhos se voltem apenas para o Senhor Morto. Poucas paróquias, hoje, fazem isso.

Sacrifícios
Muita gente ainda faz sacrifícios bobos, na Quaresma, se privando de chocolate, cafezinho, farinha ou bebida alcoólica. O papa Francisco já disse que isso é besteira. O sacrifício quaresmal tem a ver com reforma íntima.

Visitação
Esta tradição ainda se mantém viva: depois das Três Horas da Agonia, muitas famílias saem em penitência, visitando sete Igrejas.

Sermão
Belém é uma das poucas cidades brasileiras a manter o sermão das Três Horas da Agonia. Ele é pronunciado na Capela do Colégio Santo Antônio, das 12 às 15 horas. Um sacerdote faz reflexões sobre as sete palavras pronunciadas por Jesus na Cruz.

Hora certa
No passado remoto, as famílias almoçavam pontualmente ao meio-dia e ouviam pela PRC-5 a transmissão do sermão das 3 Horas da Agonia. Hoje é tão diferente....

Limpeza
Na Sexta-Feira Santa do passado, ninguém varria a casa, passava pano de chão ou lavava roupa. Isso representava uma ofensa ao sacrifício de Jesus.  Cantar, nem pensar.

“Igualdade”
Algumas famílias abastadas, no passado, convidavam os empregados para comer na mesa com os patrões, na Sexta-Feira Santa, para mostrar que todos eram iguais. No dia seguinte, cada um comia no seu lugar. Hipocrisia pura.

Comércio
Em Roma, sede do Cristianismo, algumas empresas fecham das 12 às 15 horas, mas a maioria ignora o Dia Santo.

Silêncio
l Antigamente ninguém ligava rádio num dia como hoje. Havia um imenso respeito pela Paixão de Cristo. As pessoas falavam baixo e se recolhiam cedo. Hoje a Semana Santa virou “feriadão” e muita gente aproveita para ir às praias de Salinas e Mosqueiro, em clima descontraído. 

Jejum
Era obrigatório comer peixe num dia como hoje.  O comércio, porém, elevou tanto o preço do pescado, que o saudoso arcebispo D. Zico deu um chega pra lá na tradição e liberou o consumo de frango, na Sexta-Feira Santa.

Livro
No dia 15 de maio, Ricardo Dias lança livro sobre regulação de medicamentos, baseado em sua tese de doutorado. O prefácio é assinado por Lenio Streck.

Quadrilhas 
Calma, não é notícia de Brasília. São as nossas quadrilhas juninas que iniciam os ensaios para as festas de Santo Antônio e São João.

Amar
“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar”. (Machado de Assis)

Super safra
Tem tanta pupunha, mas tanta pupunha nos mercados, que o preço do quilo chegou a cinco reais, no Ver-o-Peso.  

 

VITRINE

  • A Expo Amazônia, que vai a Portugal, em maio, será instalada no Parque das Nações, em Lisboa.
  • Um abraço para Tercília Monteiro, esposa do amigo Walbert Monteiro, que trocou de idade ontem. Parabéns.
  • “Burguers e Brejas” é a próxima promoção da AP, dia 26 de abril, na sede da Almirante Barroso.
  • Bom dia para a amiga Dulce Leal, leitora da coluna logo no café da manhã. 
  • O cantor romântico José Augusto se apresente dia 11 de maio na AP, com selo da BIS. 
  • Gilmar Nascimento concluiu o curso de doutorado em Direito Tributário na Universidade UMSA, de Buenos Aires.
  • O cônego José Gonçalo comanda em maio a festividade da Trindade, com liturgia, cultura e arraial.
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  • Diariamente, esta coluna pode ser lida, também, no portal OLiberal.com
  • Na crônica de hoje, Dênis Cavalcante escreve sobre Paris, Notre-Dame e a Rua Madeleine. Uma delícia de texto. Leia!
  • Cantinho da poesia: “Quero toda a sua louca liberdade. Quero toda essa vontade de passar dos seus limites. E ir alem...” (Ivan Lins)
  • Por hoje é só. A musa me chama.
Bernardino Santos
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