Procurador que espancou chefe usa estrutura de cama para quebrar a porta da cela

Demétrius Oliveira foi preso depois de agredir procuradora-geral na Prefeitura de Registro (SP)

Luciana Carvalho
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procurador Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, quebrou com o estrado da cama o vidro instalado na porta da cela para a vigilância dos detentos. Ele foi preso depois de agredir a própria chefeGabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39, na Prefeitura de Registro (SP), e está no Pavilhão II da Penitenciária de Tremembé (SP). As informações são do G1 Santos.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) encaminhou ao juiz da 1ª Vara de Registro um ofício para informar a instauração de procedimento disciplinar e isolamento preventivo de Demétrius .

No documento, o diretor técnico disse ter recebido um chamado informando que Demétrius estava causando tumulto no Pavilhão 2. No material consta que, por volta das 13h35 de terça-feira (15), o preso pegou o estrado da cama e bateu contra a porta da cela. Como consequência, quebrou o vidro usado para a vigilância.

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Ainda de acordo com o ofício, o diretor técnico foi até o local e encontrou Demétrius alterado, gritando que não quer mais ficar no local porque é preso provisório e deveria estar em um Centro de Detenção Provisória (CDP), próximo à casa da mãe dele.

Demétrius foi conduzido à enfermaria, onde passou por exame médico e, na sequência, foi conduzido ao Pavilhão de isolamento preventivo.

Em 10 de novembro, Demétrius se recusou a ficar na cela e pediu para ir ao 'castigo' [lugar isolado] na Penitenciária de Tremembé. Sem acatar ordem para retornar à cela, acabou isolado temporariamente, e a SAP instaurou uma sindicância administrativa para apurar eventuais irregularidades no serviço público.

A defesa de Gabriela e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) tentam evitar que Demétrius seja transferido para uma sala separada. Já o advogado Marcos Modesto solicitou que, caso a revogação da prisão não fosse deferida, fosse garantida a prisão em sala de estado maior ou, se não estivesse à disposição, que cumprisse prisão domiciliar.

A Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-SP reivindicou a transferência de Demétrius para que ele deixe a Penitenciária em Tremembé e vá para uma sala junto à brigada da Polícia Militar onde dipõe de uma sala de estado maior, sem grades e portas trancadas por fora.

Após a manifestação da OAB-SP, a procuradora-geral afirmou que ficou surpresa e que considera o pedido incoerente. "Fiquei muito revoltada, muito indignada, na verdade. A sociedade não aceita mais esse tipo de privilégio para determinadas pessoas".

(Luciana Carvalho, estagiária da Redação sob supervisão de Keila Ferreira, Coordenadora do Núcleo de Política).

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