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Mulher é morta a facadas por ex mesmo após ter acionado aplicativo de proteção

O crime aconteceu pouco depois de Maria Eugênia acionar o Botão Emergencial Maria da Penha.

Gabrielle Borges
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Uma mulher, identificada como Maria Eugênia de França Chagas, de 51 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-marido, Zito de Jesus Sardinha, de 46 anos, depois de acionar o botão do pânico, recurso de segurança para mulheres vítimas de violência doméstica.

Caso ocorreu na segunda-feira (30), em Sorocaba, interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, Maria Eugênia e a filha retornavam para casa em um carro de aplicativo quando desceram no destino final e seguiram por uma viela até a residência. Uma testemunha acompanhou parte do trajeto.

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Pouco depois, gritos de socorro e pedidos de ajuda da filha da vítima foram ouvidos. A mesma testemunha se aproximou do local e encontrou Zito de Jesus Sardinha procurando a chave da moto ao lado do corpo de Maria Eugênia. Em seguida, ele fugiu em alta velocidade.

Vizinhos tentaram ajudar

Moradores da região tentaram socorrer Maria Eugênia. Eles improvisaram, estancando o sangue com toalhas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local

O crime aconteceu pouco depois de Maria Eugênia acionar o Botão Emergencial Maria da Penha, aplicativo da Prefeitura de Sorocaba lançado em fevereiro deste ano para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica em situações de risco.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Sorocaba chegou rapidamente ao local, mas encontrou a vítima já sem vida e uma aglomeração de vizinhos. O ex-marido da vítima e suspeito ainda não foi localizado pela polícia.

Denuncie violência doméstica

É fundamental ressaltar a importância de buscar ajuda em casos de violência doméstica. Ao testemunhar agressões contra mulheres, a orientação é ligar para o número 190 e denunciar. Além disso, é possível fazer denúncias por meio do número 180, que corresponde à Central de Atendimento à Mulher, e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Outras opções incluem o aplicativo Direitos Humanos Brasil (Android e iOS) e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

A maioria dos casos de violência doméstica é cometida por parceiros ou ex-companheiros das vítimas, mas a Lei Maria da Penha também abrange agressões perpetradas por familiares.

Vítimas de violência doméstica têm até seis meses para realizar a denúncia e buscar proteção.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)

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