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Médica veterinária morre com 'doença da urina preta' após ingerir peixe

Pryscila Andrade e a irmã desenvolveram a Síndrome de Haff, que pode ser desencadeada pelo consumo de espécies como o tambaqui, pacu-manteiga, pirapitinga e lagostim

Com informações do portal Metrópoles

Um caso ocorrido em Recife (PE) chamou a atenção de médicos e também de pessoas com sensibilidade à ingestão de peixes de água doce e crustáceos. Uma mulher de 31 anos morreu nesta terça-feira (2) vítima da Síndrome de Haff, conhecida popularmente como "doença da urina preta", que foi desencadeada pelo consumo de um peixe da espécie arabaiana.

Pryscila Andrade, que era médica veterinária, estava internada em uma UTI do Real Hospital Português, em Recife, desde o dia 18 de fevereiro. Ela a irmã Flávia Andrade, de 36 anos, compraram um peixe para um almoço em família, que foi servido também ao filho de Flávia, de 4 anos, e duas secretárias.

Quatro horas depois, Pryscila começou a manifestar enrijecimento, cãibra dos pés à cabeça e dificuldade para andar. Ela e a irmã deram entrada no hospital. Durante a madrugada, o filho de Flávia teve dores abdominais e diarreia, e as duas secretárias sentiram dores nas costas.

O diagnóstico só saiu no dia 20. O quadro de Flávia ficou estável e ela recebeu alta no dia 24, mas a irmã permaneceu internada na UTI, em estado delicado. Pryscila teve o fígado comprometido, os rins paralisados e derrame pleural, vindo a falecer nesta terça-feira.

Entenda o que é a Síndrome de Haff

A doença de Haff está associada à ingestão de crustáceos e pescados e o principal sintoma é o escurecimento da urina, que chega a ficar da cor de café, daí o nome “doença da urina preta”. No caso de Pryscila, a contaminação aconteceu pela ingestão do peixe da espécie arabaiana, mas pode ser desencadeada também pelo consumo de outras espécies, como o tambaqui, pacu-manteiga, pirapitinga e lagostim.

Os primeiros sintomas geralmente surgem entre duas e 24 horas após o consumo de peixe e causa, principalmente, a ruptura das células musculares. Além da urina preta, entre os principais sinais da doença, estão a dor e rigidez muscular, dormência, perda de força e falta de ar.

Acredita-se que a doença seja causada por alguma toxina biológica termoestável (que não é destruída pelo processo normal de cozedura) presente em peixes de água doce e crustáceos. Pelo fato de não alterar o sabor ou a cor do alimento, fica mais difícil perceber qualquer mudança e também evitar a contaminação.

Diante de qualquer sintoma, como enrijecimento muscular, recomenda-se procurar atendimento médico. É importante que a doença seja identificada e tratada rapidamente para evitar as complicações mais graves como insuficiência renal, falência múltipla de órgãos e até mesmo o óbito.

Também é possível que o paciente manifeste a síndrome compartimental, que ocorre quando existe um aumento da pressão arterial numa parte específica do corpo, o que pode colocar em risco os músculos e nervos dessa região.

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