'Me deixa viver': adolescente deixa carta aos pais e foge de casa com homem que conheceu no Discord
O desaparecimento passou a ser investigado pela Polícia Civil após o pai da adolescente registrar um boletim de ocorrência
Uma adolescente, identificada como Ana Clara Alves Silva, de 13 anos, está desaparecida desde a madrugada de domingo (6). Moradora de Anápolis, a cerca de 55 quilômetros de Goiânia, a adolescente teria deixado a casa onde vive, no bairro Vila Norte, e fugido com um homem que teria conhecido pela plataforma Discord.
Carta de despedida
Após o desaparecimento, a família encontrou uma carta escrita à mão e endereçada à irmã da adolescente. No texto, Ana Clara afirma que decidiu ir embora com uma pessoa que ama e pede que a irmã não fique triste. A menina, no entanto, não informa para onde teria ido.
“Não fique mal, seja feliz mesmo que seja difícil. Posso ter ido embora, mas as nossas memórias estão aqui ainda. Eu amo você, mas eu precisei fazer isso. Estou indo embora pra bem longe com uma pessoa que eu amo”, diz um trecho da carta.
Em outro trecho, a adolescente pede para a irmã e a família seguirem a vida:
"Por favor, só me deixa viver. E quero que você viva sua vida normalmente. Cresça e seja feliz. Case, tenha filhos e seja um orgulho pro pai e pra nós, mesmo que sozinha."
Segundo familiares, amigas da adolescente relataram que ela mantinha um relacionamento com um homem que teria 28 anos. A tia da menina, Geovana Santos, afirmou que o suposto namorado teria planos de levar Ana Clara para morar no Canadá. A informação sobre o relacionamento e a possível viagem para fora do país ainda é apurada pelas autoridades.
VEJA MAIS
Investigação
O desaparecimento passou a ser investigado pela Polícia Civil após o pai da adolescente registrar um boletim de ocorrência. De acordo com a PCGO, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis instaurou um procedimento para apurar o caso.
Familiares estão sendo ouvidos para ajudar os investigadores a reunir informações sobre os últimos passos da adolescente e identificar possíveis envolvidos. O caso é tratado sob sigilo pela Polícia Civil.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editora web de OLiberal.com)
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA