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Interpol oferece apoio nas buscas por irmãos desaparecidos em bacabal, no Maranhão

Entre as possibilidades está o auxílio na localização das crianças caso elas estejam fora do Brasil

O Liberal
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A Interpol ofereceu apoio à família de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, irmãos que estão desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão. O contato foi feito ne terça-feira (8) pelo Núcleo de Cooperação Internacional, que informou à família que poderá disponibilizar ferramentas da polícia internacional para auxiliar na localização das crianças.

A informação foi confirmada pela advogada Nathaly Moraes, que representa a família das crianças desaparecidas. Segundo ela, os familiares deverão se reunir nesta quarta-feira (9), em São Luís, com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional, na sede da Polícia Federal. O encontro deverá servir para definir de que maneira os recursos da Interpol poderão ser utilizados nas buscas.

Entre as possibilidades está o auxílio na localização das crianças caso elas estejam fora do Brasil. A cooperação internacional também poderá ser utilizada em eventual processo de repatriação, caso os irmãos sejam encontrados em outro país.

A iniciativa ocorre em meio à possibilidade de que Ágatha e Allan estejam entre as 163 crianças localizadas no fim de agosto nos Estados Unidos. O grupo, formado por crianças e adolescentes de 2 meses a 17 anos, foi resgatado na Flórida durante a Operação Escudo Estadual, em uma ação relacionada a casos de tráfico humano.

A identificação dos irmãos, no entanto, ainda não foi confirmada. As autoridades precisam verificar se alguma das crianças encontradas nos Estados Unidos corresponde aos dois irmãos desaparecidos no Maranhão.

Desaparecimento

Ágatha e Allan desapareceram em janeiro deste ano, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Segundo as informações reunidas durante as investigações, os irmãos haviam saído para brincar quando acabaram entrando em uma área de mata. As crianças teriam mudado o trajeto para evitar serem vistas por um tio, que havia alertado sobre os riscos do local. Depois disso, os dois não foram mais encontrados.

As buscas mobilizaram equipes em áreas terrestres, aéreas e aquáticas, com a participação de diferentes forças de segurança e até da Marinha do Brasil. Em determinado momento, nove equipes atuaram simultaneamente nas operações de procura.

Apesar do trabalho realizado na região, nenhum vestígio dos irmãos foi localizado. As autoridades também descartaram, ao longo das buscas, algumas das hipóteses inicialmente consideradas, como a de que as crianças estivessem perdidas na mata, tivessem se afogado ou fossem vítimas de ataque de animais.

Com a ausência de evidências que apontassem para essas possibilidades, a hipótese de sequestro passou a ser considerada com maior atenção pelas investigações. Até o momento, porém, o paradeiro de Ágatha e Allan permanece desconhecido.

O contato da Interpol com a família representa um novo passo na tentativa de localizar os irmãos e amplia a possibilidade de cooperação internacional no caso.

 

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