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Defesa de Monique deixa caso Henry Borel em meio a disputa sobre perdão

Saída da dupla acontece após Monique Medeiros receber perdão judicial no caso que investiga a morte do filho Henry Borel

Estadão Conteúdo
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As advogadas Florence Rosa e Amanda Melo anunciaram a saída da defesa de Monique Medeiros nesta quinta-feira, 11. Monique era acusada pela morte do filho Henry Borel, de 4 anos, e recebeu perdão judicial após julgamento no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Florence Rosa pretendia continuar na defesa de Monique na fase recursal. Contudo, a chegada de um novo advogado e uma "legítima incompatibilidade de estratégias defensivas" motivaram sua saída. Ela destacou em rede social que "a coerência estratégica é pressuposto da plenitude de defesa".

Amanda Melo informou que sua participação era em parceria com Florence. Ela também tinha disposição para seguir na fase recursal. Mas, com a chegada de um novo defensor, a adoção de nova estratégia e o fim da atuação de Florence, Amanda igualmente encerrou sua participação no caso.

Entenda a decisão judicial sobre Monique Medeiros

Monique Medeiros teve o homicídio por omissão desclassificado para homicídio culposo, recebendo o perdão judicial. A juíza Elizabeth Machado Louro determinou sua soltura. O Ministério Público, no entanto, recorreu da decisão.

A ex-professora foi responsabilizada pela omissão em um caso de tortura contra o filho. A pena de 1 ano e quatro meses foi considerada já cumprida. O pai de Henry, Leniel Borel, deverá receber R$400 mil em danos morais, valor a ser pago por Jairinho.

A advogada Florence Rosa foi essencial na defesa de Monique durante o Tribunal do Júri, que foi o mais longo da história do Rio de Janeiro. Foram 11 dias de debates entre acusação e defesa. O ex-vereador Jairo Souza Santos, o Jairinho, foi condenado a 43 anos pela morte de Henry Borel.

A magistrada Elizabeth Machado Louro, durante a sentença, afirmou que Monique Medeiros "não mereceu o benefício da dúvida desde a investigação". Ela ressaltou que a ex-professora sofreu "massacre nas redes sociais", com ataques mais virulentos que os direcionados ao "autor direto".

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