Brasil proíbe 3 laboratórios de conduzirem inspeções de alimentos após escândalo da BRF

Acusação é de que foram pagas propinas a fiscais sanitários

Reuters

O Ministério da Agricultura proibiu três laboratórios de conduzirem inspeções de alimentos por causa de envolvimento deles em um escândalo de pagamento de propinas a fiscais sanitários que atingiu a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão.

Os três laboratórios são administrados pela Merieux NutriSciences no Brasil e realizavam análises de produtos da BRF. As instalações tiveram credenciamentos cancelados pelo ministério, ficando desautorizadas de processarem amostras dentro do programa de controle de alimentos da pasta, segundo despachos publicados mais cedo no Diário Oficial da União.

Representantes da BRF e do ministério não comentaram o assunto de imediato.

A Reuters publicou em fevereiro que os três laboratórios da Merieux tinham perdido certificações "ISO 17025", que são essenciais para a execução de testes reconhecidos pelo ministério.

A Merieux informou em comunicado nesta quarta-feira que está em discussões com o Inmetro, o órgão federal de certificação, para restaurar o selo ISO 17025 para voltar a realizar os testes de alimentos.

Mais cedo neste ano, referindo-se às investigações sobre o escândalo, disparado pela operação Trapaça, da Polícia Federal, a Merieux negou envolvimento em "qualquer esquema de fraude organizada ou sistema de corrupção com qualquer de seus clientes".

Os laboratórios atingidos pela decisão do ministério estão no Paraná e São Paulo, segundo os despachos no Diário Oficial.

Brasil
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