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Mulher morre baleada pelo ex-marido um dia após ter medida protetiva negada

O atual companheiro da vítima também morreu; filhos da vítima estavam no momento em que crime ocorreu

Gabrielle Borges

Uma mulher, identificada como Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro em Botucatu (SP) um dia após ter o pedido de medida protetiva negado pela Justiça. A solicitação havia sido feita depois de desentendimentos entre o ex-casal relacionados à guarda do filho de oito anos.

Segundo as investigações, na quinta-feira (19), o suspeito Diego Sansalone, de 38 anos, discutiu com a ex-mulher na porta da escola da criança. O atual companheiro da vítima, Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34 anos, também esteve no local, e houve novo confronto entre os três.

Após o episódio, Júlia procurou a polícia, registrou boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva, negada na sexta-feira (20), véspera do crime. No dia seguinte, o casal foi atacado a tiros, enquanto estavam dentro do carro, na Avenida Cecília Lourenção, no Residencial Ouro Verde.

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Crianças estavam no veículo no momento do crime

De acordo com a polícia, o suspeito disparou diversas vezes contra o carro onde estavam as vítimas e duas crianças, o filho do ex-casal e uma menina de 7 anos, filha do atual companheiro de Júlia. Baleado, o motorista perdeu o controle da direção e colidiu contra um poste. Júlia chegou a ser hospitalizada, porém não resistiuDiego Felipe morreu ainda no local. 

Após os disparos, o atirador retirou o próprio filho do veículo e fugiu com a criança. Nenhum dos menores foi atingido pelos tiros, mas a menina sofreu ferimentos leves na batida, foi atendida em unidade de saúde e liberada.

Ex-marido detém registro para tiro esportivo

A Polícia Civil informou que o suspeito possui registro como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), categoria que permite posse de arma para atividades específicas, como tiro esportivo e coleção, mas não autoriza porte irrestrito em vias públicas fora das condições previstas em lei.

Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio qualificado, tentativa de feminicídio, tentativa de homicídio contra menores de 14 anos e sequestro. Com a confirmação da morte de Júlia, a investigação passou a incluir feminicídio consumado. A Justiça decretou a prisão temporária do suspeito, que foi localizado e detido no domingo (22).

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de OLiberal.com)