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Empresário é condenado pela justiça após matar idoso de 77 anos com 'voadora'

O crime ocorreu na frente do neto da vítima, em junho de 2024

Victoria Rodrigues

Após matar um idoso de 77 anos com uma voadora, o empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado, nesta quarta-feira (14), a 27 anos de prisão, em regime fechado, pela justiça brasileira. O crime ocorreu na frente do neto da vítima, em junho de 2024, em Santos, no litoral sul de São Paulo (SP).

Na época do acidente, o aposentado Cesar Fine Torresi caminhava pela Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, em Santos, junto com o seu neto de 11 anos até os dois decidiram atravessar a via na lateral de um shopping. Enquanto eles atravessavam o sinal que estava fechado, o carro conduzido pelo empresário Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, se aproximou em alta velocidade e precisou frear bruscamente para não atingir o avô e o neto.

Após o "quase acidente", o motorista teria ficado irritado e acabou avançando com o veículo em direção às vítimas, foi então que César precisou se segurar no capô para não ser atropelado no meio da rua. Depois desse episódio, as imagens captadas por uma câmera de segurança registraram o momento exato em que Tiago, que estava alterado, correu em direção ao idoso e desferiu um chute frontal no tórax, conhecido como “voadora”. 

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Primeiros socorros da vítima

Com o forte impacto da queda, o aposentado bateu a cabeça no asfalto e sofreu traumatismo craniano no local. Algumas pessoas que presenciaram a situação acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas enquanto aguardavam a chegada do atendimento, um médico que também estava presente no local prestou os primeiros socorros até a chegada da ambulância.

Ao chegar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, César sofreu três paradas cardíacas e, embora os médicos tivessem realizado diversas tentativas de reanimação, não foi possível salvar a vida do idoso, que morreu horas depois. Em um momento da reconstituição do crime durante as investigações, o empresário Tiago Souza chorou, se jogou no chão, se ajoelhou, pediu desculpas e disse que se arrependeu de ter desferido o golpe em 2024.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web em Oliberal.com)