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Crianças desaparecidas no Maranhão não estão no Pará, segundo investigação da polícia

Atualmente, a força-tarefa mobilizada para localizar Ágatha e Allan reúne mais de 500 pessoas

Gabrielle Borges

A Polícia Civil do Pará apurou, na terça-feira (20), uma denúncia que poderia esclarecer o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, vistos pela última vez no Quilombo São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, no Maranhão. No entanto, o resultado da investigação mostrou que o caso das crianças desaparecidas em Bacabal permanece sem solução.

As informações indicavam que as crianças estariam acompanhadas por uma mulher em um hotel da cidade de Água Azul do Norte, no sudeste do Pará, localizada a cerca de 692 quilômetros do local onde foram dadas como desaparecidas.

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Após averiguação no endereço indicado, a Polícia Civil descartou a informação repassada por um homem que alegava ter visto uma mulher acompanhada de duas crianças com características semelhantes às dos irmãos desaparecidos.

As equipes estiveram no hotel citado na denúncia, realizaram as diligências necessárias e confirmaram que não havia qualquer vínculo entre a informação apurada e o caso registrado em Bacabal, no Maranhão.

Caso continua sendo um mistério

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem sem qualquer avanço concreto. Desaparecidas desde o dia 4 de janeiro, as crianças completam 17 dias longe de casa, sem que as autoridades tenham conseguido confirmar o paradeiro dos menores.

Atualmente, a força-tarefa mobilizada para localizar Ágatha e Allan reúne mais de 500 pessoas, entre policiais, militares, equipes do Corpo de Bombeiros de diferentes estados e voluntários. As operações estão concentradas em áreas de mata fechada e no Rio Mearim, que atravessa a região onde os irmãos foram vistos pela última vez.

A área central das buscas foi delimitada com base no depoimento de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças, que foi localizado com vida três dias depois, o que contribuiu para orientar o trabalho das equipes de resgate.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com.)