Vai viajar? Veja como evitar focos da dengue antes de sair de casa

A principal orientação é realizar uma vistoria completa no imóvel antes de sair de casa, eliminando possíveis criadouros do mosquito

O Liberal

Com o aumento de viagens nas férias escolares de julho, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém reforça o alerta à população. A medida visa prevenir o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, já que muitas residências permanecem fechadas.

A principal orientação é realizar uma vistoria completa no imóvel antes de viajar. É crucial eliminar possíveis criadouros do mosquito. A Sesma recomenda os seguintes cuidados essenciais para a prevenção:

  • Manter caixas d'água bem vedadas.
  • Retirar recipientes que possam acumular água.
  • Limpar calhas e ralos.
  • Colocar areia nos pratinhos de plantas ou removê-los.
  • Guardar pneus em locais cobertos.
  • Manter piscinas limpas e tratadas.

Além da colaboração da população, a Sesma mantém ações permanentes de vigilância e controle do vetor em Belém. Equipes de agentes de combate às endemias realizam visitas domiciliares, eliminam criadouros e orientam moradores. Eles também fazem tratamento focal quando necessário e monitoram áreas prioritárias.

Verão Amazônico e a persistência do Aedes

Shirley Santos, coordenadora da Referência Técnica do Controle de Endemias da Sesma, destaca que a diminuição das chuvas no verão amazônico não elimina o risco. "Mesmo durante o verão amazônico, o Aedes aegypti continua encontrando locais para se reproduzir. É fundamental manter os cuidados dentro de casa, principalmente antes de viajar", defende.

Ela orienta verificar caixas d'água, calhas, ralos e vasos de plantas antes de sair. "Também é importante pedir para um vizinho ou familiar acompanhar o imóvel durante a ausência dos moradores. A eliminação dos criadouros continua sendo a medida mais eficaz para prevenir a dengue, a zika e a chikungunya", afirma Santos.

Exemplos de moradores que adotaram a prevenção

O aposentado Antônio Severino Lopes mudou seus hábitos após ter sintomas de dengue. "Há alguns anos apresentei sintomas de dengue e, desde então, passei a ter ainda mais atenção com a minha casa", relata. Ele evita água parada, faz manutenção das calhas e da caixa d'água, e pede para familiares cuidarem do imóvel em suas ausências.

Pedro Monteiro, servidor público, também reforçou os cuidados. "Antes eu não imaginava que pequenos descuidos pudessem favorecer a proliferação do mosquito. Depois das orientações, passei a inspecionar minha casa com mais frequência", explica. Ele verifica a caixa d'água, limpa calhas e elimina recipientes com água, além de orientar a família.

"Hoje entendo que a prevenção depende da colaboração de cada morador", conclui Pedro Monteiro. A Sesma reforça que o combate ao mosquito depende da participação de toda a população.

Canais para denúncias e informações sobre o Aedes

A população pode registrar ocorrências de possíveis focos do Aedes aegypti. Para isso, utilize o Formulário de Denúncias da Vigilância em Saúde. Outra opção é entrar em contato com o Disk Endemias pelo telefone (91) 98402-0894.

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