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Vacinação de nascidos em 1991 é marcada por baixa procura

Manhã de sábado teve filas vazias com a nova faixa etária de vacinação

Eduardo Laviano

O início da vacinação contra covid-19 para os residentes de Belém nascidos em 1991 foi marcado pela baixa procura na manhã deste sábado (17), com locais de vacinação vazios.

No campus da Universidade Estadual do Pará localizado na Almirante Barroso, os corredores vazios surpreendiam quem chegava.

"Só espero que essa irresponsabilidade não traga um outro boom de covid em agosto", disse Patrícia Almeida, que acompanhava o marido na vacinação. 

A secretaria não pretende anunciar novas faixas etárias de vacinação por enquanto, mas aguarda sinalização da chegada de novas doses por parte do governo do estado para tal. Há a expectativa da vacinação ser retomada pelo menos até quarta-feira, com doses da Pfizer e Astrazeneca.

A estudante de educação física Escarlete Silva estava aliviada de receber o imunizante. "Foi um ano péssimo, mas daqui a pouco vamos ser vacinados e vai estar tudo liberado. Mora só eu, meu sogro e meu marido. Já fico mais tranquila em casa", afirma ela.

Escarlete ficou um pouco tensa com a agulha, mas depois se disse aliviada por receber a vacina (Thiago Gomes/O Liberal)

Jéssica Souza é administradora e esteve na universidade para receber a segunda, que também estava disponível para quem estava com a vacinação atrasada ou marcada para qualquer dia do mês de julho, em regime de antecipação. Ela não sentiu nenhuma reação ao receber o imunizante pela primeira vez.

"Tenho filho pequeno, então 2020 foi complicado. Um tempo trabalhei em casa, depois voltei para o presencial, depois em casa de novo. Mas estou otimista. Vejo até que pessoas com opiniões políticas diferentes, que eu conheço, estão se vacinando. Espero que todos venham logo, pois além de se proteger você protege o próximo. 

Jéssica foi receber a segunda dose da Astrazeneca (Thiago Gomes/O Liberal)

A Secretaria Municipal de Saúde tinha uma expectativa de vacinar 17 mil pessoas nesta faixa etária, mas até às 10h, só havia aplicado o imunizante da Astrazeneca em 2.400.

Às 11h, Cláudio Salgado, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde de Belém, informou ao jornal, via telefone, que considerando nascidos em 1991 e primeiras doses, a vacinação já havia atingido seis mil residentes de Belém - metade da expectativa que ele informou, de 12 mil vacinados neste sábado. 

De acordo com ele, o fluxo tende a se manter ao longo do dia, especialmente por conta das pessoas que trabalham de manhã e só podem se vacinar de tarde. A vacinação por idade havia sido interrompida no sábado passado e foi retomada hoje, também um sábado, o segundo do mês de julho, quando boa parte das pessoas estão curtindo os balneários do estado.

"Além disso, inventaram essa história de que a vacina da Astrazeneca causa reação, que nada mais é do que um efeito esperado, que nem todas as pessoas sentem e é comum. Isso diminui a procura. Muita gente quer curtir o final de semana e aí fica preocupado de ficar doente. O fluxo não está como eu esperava, achei que seria um pouco maior. Tanto que nossa equipe está reduzida, assim como em outras unidades", afirma Lidiane Vasconcelos, que coordena o local. 

Belém
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