Saúde da mulher: Belém participa de mutirão nacional do SUS neste fim de semana
Iniciativa do Ministério da Saúde abrange centenas de hospitais e 40 cidades para consultas, exames e cirurgias
Centenas de hospitais públicos, privados e filantrópicos, em todas as regiões do país, participam neste sábado (21) e domingo (22) de um mutirão nacional de saúde da mulher. A iniciativa, do Ministério da Saúde, ocorre em 40 cidades e 21 capitais, incluindo Belém, e oferece procedimentos como consultas, exames e cirurgias.
De acordo com a pasta, o mutirão realizará atendimentos em especialidades como ginecologia, cardiologia, oncologia e oftalmologia. Entre os serviços ofertados, estão exames de imagem como tomografias, ressonâncias e ultrassonografias, além de cirurgias como histerectomia, reconstrução mamária e retirada de tumores.
Na capital paraense, assim como em outras cidades, a expectativa é ampliar o acesso de mulheres que já aguardavam atendimento na rede pública de saúde.
Atendimentos do mutirão concentrados em capitais
Os atendimentos estão distribuídos em diversas capitais brasileiras. Entre elas estão Belém (PA), Manaus (AM), São Luís (MA), Macapá (AP), Brasília (DF) e Goiânia (GO). Nessas cidades, hospitais universitários e unidades da rede federal participam da ação, ampliando significativamente a capacidade de atendimento em um curto período.
Também estão envolvidos os institutos nacionais de referência, como o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além desses, 45 hospitais universitários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), presentes em 25 estados, integram a mobilização.
Mutirão atende pacientes já agendadas no SUS
A ação é especificamente voltada para mulheres que já estavam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Elas foram previamente agendadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. As pacientes foram informadas com antecedência sobre data, horário e local dos atendimentos, concentrados neste fim de semana para agilizar os procedimentos.
Entre as ações previstas, também estão cerca de 3,8 mil inserções do Implanon, um método contraceptivo de longa duração. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o dispositivo pode custar até R$ 4 mil na rede privada.
Transporte gratuito e apoio a pacientes indígenas
Para garantir a presença das pacientes nos locais de atendimento, o governo federal disponibilizou transporte gratuito por meio de parceria com o aplicativo 99. Ao todo, serão distribuídos 73 mil vouchers de até R$ 150, válidos entre os dias 20 e 23 de março, inclusive para os atendimentos em Belém.
Adicionalmente, mulheres indígenas que residem em regiões de difícil acesso terão direito a transporte e hospedagem gratuitos, com acolhimento nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais). Em Belém, os atendimentos também contemplam esse público, com suporte em unidades vinculadas à rede federal.
O Ministério da Saúde afirma que a iniciativa busca reduzir desigualdades no acesso aos serviços e ampliar o atendimento especializado, especialmente em regiões estratégicas como a Amazônia.
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