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Páscoa Judaica e Cristã interagem na história

Ambas marcam a busca da Humanidade por um mundo melhor

Eduardo Rocha

A Páscoa, entendida  como libertação, traduz dois momentos estruturais na história da Humanidade: a Páscoa Judaica (Pessach), alusiva à libertação do povo hebreu do cativeiro no Egito, e a Páscoa Cristã, referente à presença de Jesus Cristo. Foi no contexto da festa judaica que se verificou a entrega de Jesus para salvar os cidadão do mundo, relembrada na Semana Santa todos os anos, inclusive, neste domingo (17).

A festa cristã origina-se no Judaísmo, religião tradicional dos hebreus. O rabino Michel Pazuello, da Comunidade Judaica do Pará e da Sinagoga Essel Abraham, em Belém, destaca que  “após as 10 pragas o Faraó entendeu que devia libertar o povo; a  raiz da palavra Pessach significa "pular" quando Deus, na décima praga, pulou sobre as casas dos judeus e lançou a praga sobre os primogênitos egípcios”. No entanto, eles ainda foram perseguidos, mas liderados por Moisés conseguiram sair da vida indigna que levavam. 

A libertação dos judeus da escravidão no Egito ocorreu há exatamente 3,334 anos, como informa o rabino Michel. O Pessach tem oito dias de realização, e em 2022 transcorrerá do dia 15 de abril à noite até o anoitecer do dia 23 de abril.  “A Torá nos ordena a não comer absolutamente nada que possa ter tido fermentação de trigo e água. Nas duas primeiras noite, fazemos um jantar especial”, relata  o rabino. No Pessach, são feitas orações. “Todas nossas orações são feitas a Deus único, criador de tudo!”, assinala Michel Pazuello.

A comunidade tem motivos para celebrar o Pessach. Os hebreus haviam se estabelecido em Canaã, e com a falta de água e alimentos mudaram-se para o Egito, onde acabaram sendo escravizados. Moisés libertou o povo logo depois das dez pragas naquele país.  A Páscoa Judaica ocorreu no contexto das 10 pragas, quando o Anjo da Morte matou todos os primogênitos do Egito. Entretanto, ele não passou nas casas cujo moradores  haviam realizado a festa, seguindo as ordens de Javé, passando sangue de cordeiro nas portas.

Na Páscoa Judaica, alimenta-se do cordeiro, pão ázimo e ervas amargas relacionados às dificuldades enfrentadas na libertação da escravidão. 

Cristã

Já os cristãos, com o advento de Jesus Cristo, como o Messias aguardado, deram um novo significado à Páscoa. “Celebrando a Páscoa, Jesus chamando os seus discípulos, ele deu um novo conteúdo àquela celebração pascal; agora não sendo apenas a lembrança da libertação de Israel do Egito, mas a libertação de toda a Humanidade do pecado, como ato de entrega livre de Deus; apesar da maquinação, da traição, mas foi Jesus quem se entregou livremente por nós, por ter bem claro a sua missão de cumprir a vontade de Deus”, destaca o cônego Vladian Alves, pároco da Santíssima Trindade. 

Cônego Vladian Alves: Páscoa Cristã trouxe novo conteúdo, a Ressurreição de Jesus (Foto: Ivan Duarte/ O Liberal)

Ele observa que a Páscoa Cristã tem elementos da Páscoa Judaica, mas com um novo conteúdo, uma Nova Aliança.Agora, o próprio Cristo é o cordeiro que foi entregue, o Pão e o Vinho, na Eucaristia, marcam a presença de Jesus. Cada vez que a Eucaristia é celebrada, é relembrada a Páscoa de Jesus Cristo, ou seja, a Vida, Morte e Ressurreição de Jesus. “Então, foi dentro dessa Páscoa Judaica que Jesus reuniu os seus com um gesto, São João até acrescenta o gesto de humildade de Jesus, de Deus, que é o Lava-Pés,  e deixou para nós como um Novo Testamento, a Nova Páscoa, e nós nos reunimos também, com as leituras, relatos sobre a salvação de Deus, aquilo realizado em Jesus”.

 

Belém
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