Pará registra queda na incidência de malária no primeiro trimestre de 2019

Ainda assim, Estado segue na segunda posição entre os que mais somam casos no Brasil

Redação integrada de O Liberal

O Pará registrou queda nos casos registrados de malária no primeiro trimestre de 2019, em comparação com mesmo periodo de 2018, apontam dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta (25), Dia mundial de combate à malária. De janeiro a março, 7.550 casos foram registrados no Estado, contra 10.751 casos confirmados no Pará de janeiro a março de 2018. Ainda assim, apenas o Pará e Amazonas somam, sozinhos, 60% dos casos da doença já registrados em 2019.

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Ao todo, o Pará teve 45.705 casos em todo o ano de 2018. Os números de 2019 acompanham a redução de 38% da incidência no Brasil este ano. Entre janeiro e março de 2019, foram 31.872 registros, contra 51.076 casos notificados no primeiro trimestre de 2018. Ao todo, o Brasil somou 194.271 registros de malária em todo o ano passado. Em 2017, o número registrado foi de 194.426 casos. 

Apesar da redução, o Pará ainda está entre os campões de incidência da malária no Brasil. O Estado fechou 2018 com o segundo lugar entre casos de malária do País (45.705 registros), atrás apenas do Amazonas, que teve 71.729 notificações. No primeiro trimestre de 2019, o Pará segue na segunda colocação entre as notificações da doença no País (7.550 casos), enquanto o Amazonas segue na dianteira, com 11.240 casos registrados de janeiro a março de 2019.

CAMPANHA

Esta quinta, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Brasil Sem Malária”, com foco na região Amazônica, que concentra mais de 99% dos casos da doença. Os casos também caíram na Região Amazônica: em comparação com os 50.877 registros no primeiro trimestre de 2018, foram notificados 31.855 casos entre janeiro e março de 2019 em toda a região, que em todo 2018 teve 193.534 casos.

O vizinho Amapá foi o único estado brasileiro que teve aumento na incidência: somou 2.879 casos de janeiro a março de 2019, contra 2.726 notificações no primeiro trimestre de 2018. Ao todo, o Amapá registrou 15.246 casos de malária em 2018.

Os dados foram apresentados pelo coordenador-geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária do Ministério da Saúde, Cassio Peterka, durante o IV Seminário Estadual Alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Malária, que acontece hoje, em Manaus (AM). Segundo o Ministério da Saúde, a redução dos casos de malária no País se deveria à integração das ações de saúde realizadas pelo governo federal em parceria com os estados, municípios.

Segundo o MS, em 2019 os principais desafios são manter a continuidade das ações de vigilância da malária e aumentar as possibilidades de diagnóstico e tratamento, além de dar resposta rápidas a surtos e mobilizar comunidades para orientação de prevenção da doença.

A campanha “Brasil Sem Malária” estará veiculando informações por TV, rádio, carro som, barco som, aeroportos, rodoviárias, internet e redes sociais. O público-alvo da campanha são as populações que vivem nas capitais dos nove estados que compõem a região Amazônica (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Tocantins e Maranhão), além de regiões de mata, assentamentos rurais, garimpos, periferias e áreas indígenas.

MALÁRIA

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito gênero Anopheles. O paciente com malária não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa, é necessária a participação de um vetor. Entre os principais sintomas da malária estão, febre alta, calafrios, tremores, sudorese ou dor de cabeça. Algumas pessoas antes de apresentarem esses sintomas, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária tem cura, mas se não for diagnosticada e tratada em tempo oportuno, pode evoluir para formas grave da doença. O paciente com malária geralmente é tratado com medicamentos fornecidos gratuitamente nas unidades de saúde do SUS. Somente os casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

Em 2017, foi estimado em 219 milhões o número de casos de malária em todo o mundo. Um total de 435 mil pessoas morreram da doença nesse ano. A população mais vulnerável são crianças menores de 5 anos de idade, representando 61% dos óbitos. 

Belém
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