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Mulher com doença rara precisou de 531 bolsas de sangue durante pré e pós parto

A alta complexidade dos procedimentos movimentou um alto estoque de sangue, uma equipe multiprofissional e maquinário específico

O Liberal

Thaís Cristiana Sousa, de 35 anos, contou com o apoio de diversos doadores para salvar sua vida e a do seu bebê. Durante o pré e pós parto, a auxiliar administrativa precisou de 531 bolsas de sangue, mais do que a média de transfusões totais feitas na Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém. As transfusões foram necessárias devido Thaís possuir a Síndrome Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), uma doença hematológica rara. As inforamções são da Agência do Estado.

Ao todo, a jovem ficou internada por 43 dias no hospital, sendo 30 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela deu à luz ao bebê aos sete meses de gestação, em uma cesariana de emergência. “Não sou uma gata de sete vidas. Sou uma onça. Lutei pela minha vida e meu filho lutou pela vida dele. Tivemos muita ajuda, e uma ajuda magnífica, para vencer. Obrigada, Deus. Obrigada a quem doa sangue. Obrigada, Santa Casa. Obrigada, Hemopa", disse ela.

A alta complexidade do tratamento mobilizou a Agência Transfusional da Santa Casa em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). No pré e pós parto, a paciente recebeu 531 bolsas de sangue, entre completo e plasma separado, procedimento conhecido como plasmaférese. De acordo com Patrícia Arruda, médica do Trabalho e integrante da plasmaférese terapêutica do Hemopa, o método é terapia de primeira linha para a PTT.

Thaís foi diagnosticada com a síndrome em 2016, depois de uma manifestação aguda de isquemia cerebral. Ela passou mais de um mês hospitalizada e precisou ser entubada e traqueostomizada.  Em 2020, ela engravidou pela segunda vez após sofrer uma gravidez ectópica em 2019. “Era uma situação clínica delicada. Com plaquetas baixíssimas e formação de trombos por causa da doença PTT, havia risco de perda gestacional, risco de morte para a gestante e risco de agudização com sequelas para ambos. A questão de expertise sobre o protocolo e de capacidade de atendimento em urgência foi determinante”, conta o médico hematologista e hemoterapeuta responsável, Daniel Lima.

No fim, Thaís e Saulo saíram bem e com vida depois da fase ruim no hospital. O ocorrido chama a atenção da população para a importância e eficácia da doação de sangue para salvar a vida de milhares de pessoas no Estado. 

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Belém
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