Dia de Iemanjá é celebrado de maneira diferente por causa da pandemia
Em Belém, Casa Ilê Ase Iya Omi Olokun realizará homenagens no próximo sábado
O Dia de Iemanjá, que transcorre nesta terça-feira (2), é comemorado por integrantes de religiões de matriz afro-brasileira no país, mas com formato novo em virtude da pandemia da covid-19. Na Casa Ilê Ase Iya Omi Olokun, no bairro do Castanheira, em Belém, a data costuma ser comemorada nesta época do ano, por meio do Candomble de Yemojah e a entrega de presente para a Rainha do Mar: flores naturais e comidas votivas servidas em alguidares ecológicos. Como a data, este ano, cai em um dia útil, no meio da semana, a Casa fará homenagem ao orixá somente no próximo sábado (6).
"Este ano de 2021, em meio a pandemia, faremos obrigação somente interna entre a Família, e o Presente a Yemojah será levado numa outra oportunidade conforme determinado pela minha Mãe Yemojah", explica a ialorixá mãe Nare.
Nas regiões do país, o Dia de Iemanjá é comemorado em datas diferentes. "Muitas casas de matriz afro-brasileira comemoram em 2 de fevereiro, o Dia de Iemanjá, em vários municípios, além da capital, e, em outros estados; as datas têm relação com o sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes e também com Nossa Senhoras das Candeias. As comemorações de 8 de dezembro, por exemplo, deve-se ao sincretismo também com Nossa Senhora da Conceição", ressalta Nare.
Yemojah é um Orisa (divindade africana) feminino cultuada no Candomblé e na Umbanda. Yemojah, “Mae cujos filhos são peixes”(tradução yoruba), é considerada carinhosamente também como a mãe de todos as cabeças. No cotexto da pandemia da covid-19, mãe Nare destaca seu pedido ao orixá: "Principalmente, o Livramento de todo e qualquer malefício".
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA