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Desabamento de ponte no Maguari altera trânsito e afeta rotina de moradores em Ananindeua

Moradores esperam solução definitiva para estrutura que cedeu após chuvas

Dilson Pimentel

O desabamento parcial e a interdição da ponte sobre o rio Maguari, em Ananindeua, têm provocado transtornos para moradores, trabalhadores e usuários do transporte público na Região Metropolitana de Belém. A estrutura cedeu após as fortes chuvas registradas em abril e interrompeu um dos principais acessos entre a avenida Cláudio Sanders, a estrada do Maguari e a entrada do bairro do Curuçambá.

Com o bloqueio da via, ônibus e veículos passaram a utilizar rotas alternativas, como a estrada do Curuçambá e a rua Quinta das Carmitas. A mudança alterou a rotina de quem depende diariamente do trecho para trabalhar, estudar ou acessar outros bairros da cidade. Para amenizar os impactos da interdição, foi improvisada uma passarela de madeira sobre o canal, utilizada principalmente por pedestres e ciclistas. Apesar disso, moradores afirmam que os transtornos continuam, principalmente para motoristas e usuários do transporte coletivo. A prefeitura de Ananindeua realiza obras no local.

Na manhã desta terça-feira (27), o pensionista Jairo Augusto de Sousa, de 65 anos, conta que a interdição mudou completamente sua rotina de deslocamento. Segundo ele, antes do problema o acesso era rápido e direto, mas agora é necessário fazer desvios maiores para chegar ao depósito de água onde trabalha. “Alterou bastante a nossa rotina. Antes passava direto por aqui, era bem próximo. Agora tenho que fazer retorno em outra pista”, contou.

Desabamento de ponte afeta rotina de moradores em Ananindeua

Jairo disse que o problema começou ainda em abril, logo após o período de fortes chuvas. Ele demonstrou preocupação com a duração da obra e cobra uma solução definitiva para o local. “A expectativa é que melhore, mas obra pública é complicada. Tem começo, mas o término às vezes demora. Aqui é muito movimentado, passa carro pesado, ônibus, todo tipo de transporte”, disse.

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image Na manhã desta terça-feira (27), o pensionista Jairo Augusto de Sousa contou que a interdição mudou completamente sua rotina de deslocamento: “Alterou bastante a nossa rotina" (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Caminhos alternativos

O morador destacou ainda que a região sofre historicamente com o grande volume de água durante o inverno amazônico. Segundo ele, a estrutura atual não consegue dar vazão suficiente, o que provoca alagamentos e transbordamentos frequentes. “Tem que fazer uma obra maior, alargar a ponte, tirar os tubos. Quando chove forte fica tudo transbordando porque é muita água que desce”, afirmou.

O pintor Lucivaldo Santos, de 52 anos, também mencionou dificuldades provocadas pela interdição. Para ele, o bloqueio afeta diretamente moradores e empresas instaladas na região. “Essa é uma via de acesso muito importante. O trânsito ficou mais caótico e os trajetos ficaram maiores”, explicou. Ciclista, Lucivaldo afirmou que consegue utilizar caminhos alternativos e atravessar pela passarela improvisada, mas reconhece que a situação é mais complicada para quem depende de carro ou ônibus. “Para mim ainda dá para passar por outras vias, mas para quem está de carro é complicado porque precisa fazer um retorno muito grande”, disse.

O morador também relembra que a construção de uma nova ponte chegou a ser iniciada em uma gestão anterior, mas a obra não teria sido concluída. Segundo ele, na época foi construída uma ponte paralela de madeira para desviar o trânsito enquanto a nova estrutura seria executada. “Essa ponte já estava comprometida há muito tempo. Fizeram uma estrutura paralela para começar a obra, mas ela nunca foi concluída. A madeira acabou se deteriorando e a ponte nova não saiu”, afirmou.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura (Sesan), informou que a obra segue dentro do cronograma previsto. As equipes atuam na retirada da estrutura antiga para a instalação de novas tubulações e estacas, garantindo mais segurança e durabilidade à via.

A Sesan também realizou manutenção nas rotas alternativas e construiu uma ponte provisória para assegurar a travessia de pedestres durante a execução da obra. As empresas de transporte e os motoristas já foram orientados sobre as rotas alternativas de acesso pela rua Quinta das Carmelitas, avenida Independência, Estrada do Curuçambá e Estrada do Maguari.

 

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