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Alagamentos são registrados após chuvas intensas em Belém; Defesa Civil emitiu alerta

Alerta foi emitido às 14h20, após forte chuva ser registrada

O Liberal
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Após o começo da chuva no início da tarde desta terça-feira (5), foram horas de precipitação intensa em Belém. Pontos de alagamento foram registrados em diversos bairros da capital paraense, como na Cremação, no Marco e na Pedreira, o que resultou em extensos engarrafamentos nas vias e dificuldades de locomoção.

O volume de chuva registrado até as 17h foi de 35,8 mm, com maior intensidade de 25,6 mm às 15h, de acordo com os dados da Estação Meteorológica Automática de Belém, da Divisão do Instituto Nacional de Meteorologia do Pará (Inmet).

Alagamentos

Um dos pontos clássicos de alagamento de Belém, na área da esquina entre a Rua dos Mundurucus e a Travessa Alcindo Cacela, no bairro da Cremação, alagou com a forte chuva. As pessoas se esconderam debaixo de um posto de gasolina enquanto a água cobria a metade dos pneus de carros estacionados na via.

image Chuvas alagam ruas em Belém e causam transtornos no trânsito (Divulgação/ Onetti Neto)

No bairro do Marco, a Avenida Duque de Caxias, entre a Tv. Perebebuí e a Tv. Alferes Costa, também registrou um alagamento durante a chuva.

Ambulância impedida por alagamento

Na Avenida Pedro Miranda, entre a travessa Curuzú e a Rua do Canal do Galo, no bairro da Pedreira, um grande alagamento bloqueou a via e um engarrafamento se formou por cerca de cinco quarteirões, até a Tv. Timbó, com carros, motocicletas e ônibus.

Com a forte chuva, a empresária Jeanne Ferreira relata que gasta um tempo maior no trânsito, principalmente com engarrafamentos. “Estou presa nesse engarrafamento há mais de 20 minutos, sendo que eu levo metade desse tempo para percorrer um trajeto maior que faço para ir ao trabalho em um dia sem chuva ou com chuva leve, mas sem o alagamento”, afirma.

Uma ambulância UTI Móvel ainda tentou seguir pela via, mas o alagamento impediu a passagem da equipe de saúde. Por conta do engarrafamento, a UTI Móvel subiu na calçada para tentar passar, porém precisou voltar.

Caminhão preso na água

No bairro Curió-Utinga, outro grande alagamento foi registrado na Av. João Paulo II, próximo à Avenida Dr. Freitas. Os veículos estavam seguindo na contramão para desviar da área alagada e continuar o trajeto.

O contexto caótico atrapalha a locomoção das pessoas, como o auxiliar de cozinha José Neto. “Afeta em tudo. Não dá nem para sair de casa. Estou indo trabalhar e a chuva, com os alagamentos, atrasa tudo”, relata.

Um caminhão tentou passar na Av. João Paulo II, mas não conseguiu e ficou preso na água. “Já moro aqui há uns sete anos e sempre foi assim. E a água molha tudo, carro e moto. O alagamento só seca duas horas depois que a chuva passa. O poder público precisa fazer algo”, comenta o auxiliar de cozinha.

Para o soldador Nonato Ferro, os alagamentos são resultado da falta de manutenção dos bueiros. “A maior parte dos bueiros está entupida. Não há um cuidado. Tem pedaço de madeira velha, plástico e outros itens. O pessoal perde placa no alagamento e outros objetos. O alagamento atrapalha meu trabalho e de todo mundo”, diz o soldador.

Defesa Civil orienta moradores em Belém

A Defesa Civil emitiu um alerta de chuvas intensas para a Região Metropolitana de Belém (RMB) às 14h20. O aviso foi disparado após o início da precipitação.

O alerta foi enviado aos celulares dos moradores por meio do sistema de alerta sonoro e SMS. A comunicação recomenda que a população evite áreas alagadas e procure abrigo seguro.

A notificação da Defesa Civil, classificada como "Alerta severo", trazia a seguinte mensagem: "Defesa Civil: ALERTA de CHUVAS INTENSAS. Evite áreas alagadas e busque abrigo seguro. Fique atento e siga as orientações da Defesa Civil".

Estas notificações fazem parte de um sistema de monitoramento adotado pelos órgãos de proteção. O objetivo é informar a população sobre os riscos provocados pelas condições climáticas adversas.

O comunicado adverte para o risco de alagamentos causados pela combinação de chuvas intensas e maré alta. Há também a possibilidade de inundações e colapso de estruturas fluviais. O órgão orientou a população a ficar atenta a novos comunicados oficiais e a adotar medidas de precaução, especialmente em regiões mais suscetíveis.

Previsão para o mês de maio

O padrão de instabilidade previsto para o dia está alinhado com a tendência climática para o mês de maio. Segundo o meteorologista José Raimundo Abreu, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês ainda será chuvoso, mas com redução gradual dos volumes a partir da metade do período.

“Em abril, o volume de chuvas ultrapassou a média histórica de 453 mm, ficando mais de 30% acima do esperado. Para maio, a previsão é de acumulado em torno de 380 mm”, explicou.

De acordo com o especialista, o padrão mais comum ao longo do mês será de manhãs com sol entre nuvens e aumento das chuvas no período da tarde e, principalmente, à noite. A estimativa é de ocorrência de precipitação em cerca de 20 dias do mês.

Três fenômenos principais devem influenciar as condições do tempo: os pulsos da ZCIT, as linhas de instabilidade associadas às brisas marítima e terrestre e os distúrbios de leste, sistemas formados na costa oeste da África que se deslocam pelo Atlântico e intensificam as chuvas no litoral paraense, sobretudo durante a noite.

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