Passagem Santa Terezinha, no Souza, alaga há mais de 30 anos, diz o eletricista Wilson Jaques
A passagem foi acimentada pelos próprios moradores e a rede de esgoto também foi improvisada
Moradores da passagem Santa Terezinha, localizada no bairro do Souza, no final do Conjunto Império Amazônico, convivem com alagamentos constantes há pouco mais de três décadas. A água invade as vias e ameaça entrar nas casas, como explica o eletricista Wilson Jaques, de 64 anos, que mora na área há 39 anos. O registro foi feito em 27 de janeiro.
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Para evitar problemas maiores, a vizinhança se uniu para providenciar a pavimentação e também improvisaram uma rede de esgoto. Segundo Wilson, pedidos de solução já foram protocolados junto à Prefeitura de Belém e à Câmara Municipal, sem resposta efetiva. “Quando vem muita chuva e água, traz todo tipo de entulho. O bueiro aqui está cheio de garrafa, saco. O que a gente tem que fazer é colocar um saco na mão para limpar, porque se entupir, enche de água”, afirma.
Wilson conta que há um desnível entre uma rua e outra. “Tudo é alto aqui. E se tiver um fluxo da água da outra rua, vem tudo para cá”, relata. Ele conta com o apoio de outros dois moradores da área para manter o espaço limpo, e conta, ainda, que os outros moradores da rua não possuem o mesmo cuidado.
Para além dos danos materiais nas casas, existe também o medo do acúmulo de água, que pode favorecer o surgimento de pragas e doenças. “Tem carapanã, rato. Aqui dá muito rato, mas infelizmente é isso, a gente limpa direto para não encher as casas”, pontua.
Como o nível da passagem Santa Terezinha é mais baixo quando comparado à outras ruas do Conjunto Império Amazônico, momentos de chuva forte trazem preocupação em dobro para os moradores. O eletricista afirma que a água das outras ruas e até mesmo da avenida Almirante Barroso escoam no local.
“A água vem para cá. O certo seria aumentar essa parte, para a água passar direto. Basta começar a chover nesse período. Chuva forte acontece isso, fica cheio de água”, finaliza o morador da área.
A redação integrada de O Liberal solicitou posicionamento à Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel) sobre as condições da via. No entanto, não houve retorno até o fechamento desta edição.
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