MENU

BUSCA

Tecnologia inclusiva: confira o que tem no novo centro de acessibilidade do Google no Brasil

Novo centro do Google em São Paulo reúne tecnologias assistivas, jogos adaptados e dispositivos que ajudam pessoas com deficiência a navegar, jogar e acessar computadores de forma mais inclusiva

O Liberal

O novo Centro de Engenharia do Google no Brasil, inaugurado na última quarta-feira (27) em São Paulo, também abriga o primeiro Accessibility Discovery Center (ADC) da América Latina. O espaço, instalado no complexo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Cidade Universitária, reúne tecnologias assistivas voltadas à inclusão digital de pessoas com deficiência.

O Liberal esteve no local e conferiu de perto os equipamentos disponíveis no centro, que funciona como um laboratório de pesquisa, testes e demonstração de ferramentas acessíveis. Além de produtos do Google, o ADC reúne tecnologias assistivas de diferentes empresas para mostrar como pessoas com deficiência podem utilizar computadores, videogames e dispositivos eletrônicos de forma adaptada.

VEJA MAIS

Google abre novo polo de tecnologia e inteligência artificial no Brasil
Complex terá capacidade para até 400 funcionários e abrigará estruturas inéditas na América Latina

Google lança 'Provador Virtual com IA' que permite experimentar roupas durante compras online; veja
A nova tecnologia promete satisfazer a necessidade de muitos clientes que possuem o hábito de montar looks na internet

O espaço foi criado para aproximar engenheiros, pesquisadores e a comunidade PcD do desenvolvimento de soluções acessíveis.

Entre os destaques estão controles adaptados para videogames, sensores de movimento, teclados em braile e sistemas que permitem controlar jogos apenas com o olhar.

1. Jogos controlados pelos olhos

Um dos equipamentos que mais chamou atenção no ADC foi o sistema de rastreamento ocular usado em jogos eletrônicos. O espaço conta com o Tobii Eye Tracker 5, dispositivo conectado ao computador por USB e instalado na parte inferior do monitor.

O aparelho utiliza sensores infravermelhos para identificar os movimentos dos olhos e da cabeça. No teste realizado no centro, era possível controlar um jogo de corrida apenas olhando para diferentes pontos da tela, sem necessidade de joystick ou teclado.

2. Controle gamer adaptado

Outro destaque é o Access Controller, controle de acessibilidade desenvolvido pela Sony para o PlayStation 5. O equipamento possui formato circular e pode ser utilizado sobre superfícies planas, facilitando o uso por pessoas com mobilidade reduzida.

O controle permite trocar botões e joysticks por peças de diferentes formatos e tamanhos. Além disso, é possível criar até 30 perfis personalizados de comandos diretamente no console, adaptando a experiência para diferentes necessidades motoras.

3. Controle acessível do Xbox

O ADC também apresenta o Xbox Adaptive Controller, criado pela Microsoft para jogadores com deficiência física. O dispositivo funciona como uma central adaptável que aceita conexão com sensores externos, botões, joysticks menores e interruptores de pressão.

Durante a demonstração, o equipamento foi utilizado no famoso jogo do dinossauro offline do Google Chrome, que aparecia adaptado com cadeira de rodas. Cada botão pode ser configurado individualmente, permitindo criar comandos personalizados conforme a limitação motora do usuário.

4. Mouse especial e botões adaptados

Um dos computadores do espaço conta com recursos voltados para pessoas com limitações motoras, permitindo uma navegação mais acessível e personalizada. Entre os dispositivos disponíveis está um mouse de bolinha (trackball), que substitui o mouse tradicional e possibilita controlar o cursor com movimentos mais precisos e menos esforço físico.

O equipamento também possui acionadores de pressão, usados como comandos adaptados para substituir cliques do mouse ou executar funções específicas no computador. Os botões podem ser configurados de acordo com a necessidade do usuário, facilitando tarefas simples do dia a dia digital, como selecionar opções na tela, abrir programas e navegar na internet.

5. Transcrição automática em tempo real

O centro também possui sistemas de transcrição automática em tempo real. Em notebooks e smartphones, vídeos e áudios são convertidos instantaneamente em texto, permitindo acompanhamento simultâneo do conteúdo.

Outro recurso disponível é o kit portátil de indução auditiva Signet PL1/K1, voltado para pessoas com deficiência auditiva. O equipamento pode ser usado em salas, balcões de atendimento e ambientes públicos, ampliando a captação de som por aparelhos auditivos compatíveis.

6. Teclado em braile

Entre os equipamentos voltados à acessibilidade visual está o Focus 40 Blue, linha braile portátil da Freedom Scientific. O dispositivo funciona como uma espécie de monitor tátil conectado ao computador ou celular via Bluetooth ou USB.

À medida que o usuário navega em sites, aplicativos ou documentos, pequenos pinos móveis formam as letras em braile em tempo real. O equipamento também possui teclado próprio, permitindo digitação e navegação sem necessidade de um teclado convencional.

O Accessibility Discovery Center faz parte do novo complexo do Google em São Paulo, que também reúne um Centro de Engenharia de Segurança e um novo campus voltado ao desenvolvimento de startups focadas em Inteligência Artificial.

Palavras-chave