Restauração de imagens sacras gera polêmica após 'desfigurar' estátuas; veja!
Detalhes como sobrancelhas, cílios e lábios foram destacados com cores fortes e traços considerados desproporcionais
Uma intervenção considerada inadequada nas esculturas do Monumento do Calvário, localizado na Praça do Cruzeiro, em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais, gerou forte repercussão entre moradores nesta semana. A pintura aplicada nas imagens religiosas, originalmente em tom branco, alterou completamente as características das peças e provocou uma mistura de indignação e ironia nas redes sociais.
As mudanças chamaram atenção de quem passou pelo local na manhã da última quarta-feira (10), no bairro Adelino Mano. Detalhes como sobrancelhas, cílios e lábios foram destacados com cores fortes e traços considerados desproporcionais, descaracterizando o aspecto original das esculturas.
Repercussão nas redes sociais
A intervenção rapidamente se espalhou pelas redes sociais, onde moradores compartilharam fotos e comentários sobre o resultado. Enquanto parte do público reagiu com tom de humor diante da situação, outros criticaram a falta de cuidado com o patrimônio público e religioso da cidade.
Entre os principais questionamentos levantados estão a descaracterização das obras e a ausência de informações sobre a autoria do serviço realizado na praça. “Minha Nossa Senhora… Quem foi a bênção que fez isso?”, escreveu uma internauta. “E vou te contar: ficou uma pintura borrada. Que feiura. Tadinha da imagem”, comentou outra.
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Prefeitura nega autorização para intervenção
Diante da repercussão, a Prefeitura de Carmo do Cajuru se manifestou oficialmente e informou que não contratou, autorizou ou solicitou qualquer tipo de pintura ou intervenção nas esculturas do Monumento do Calvário.
Em nota, o município afirmou que os serviços realizados “não são de responsabilidade da Administração Municipal” e reforçou que intervenções em bens públicos devem ser previamente autorizadas pelos órgãos competentes. A gestão também destacou o compromisso com a preservação do patrimônio público e afirmou que acompanha a situação.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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