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Raio pode matar? Entenda o que acontece com o corpo humano e como se proteger

Caso em protesto em Brasília reacende alerta sobre riscos de descargas elétricas

Hannah Franco

Após um raio atingir participantes de um protesto em Brasília, no domingo (25), o tema voltou ao centro das discussões sobre segurança durante tempestades. Ao todo, 72 pessoas precisaram de atendimento médico, sendo 27 encaminhadas a unidades de saúde e quatro mantidas em observação, conforme informações divulgadas pelas autoridades de saúde. O episódio reacende o alerta sobre os riscos das descargas elétricas e as formas de proteção durante tempestades.

O incidente ocorreu durante um ato realizado na Praça do Cruzeiro, em meio a chuva intensa e instabilidade climática, momentos antes do início da manifestação organizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Por que um raio é tão perigoso?

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), embora a probabilidade de uma pessoa ser atingida por um raio seja baixa — cerca de uma em um milhão —, os efeitos podem ser devastadores. Estimativas indicam que entre 20% e 30% das vítimas não sobrevivem, principalmente em decorrência de parada cardíaca ou respiratória.

Mesmo quando não há impacto direto, a corrente elétrica pode se espalhar pelo solo ou por estruturas próximas, atingindo pessoas que estejam a curta distância do ponto onde o raio caiu.

Principais efeitos no organismo

De acordo com o Ministério da Saúde, as descargas elétricas provocadas por raios podem causar uma série de danos ao corpo humano. Entre os principais estão:

  • Queimaduras graves, externas e internas;
  • Lesões no coração, pulmões e sistema nervoso central;
  • Parada cardiorrespiratória;
  • Traumas provocados pela queda ou arremesso do corpo após o choque.

Além disso, uma parcela significativa dos sobreviventes pode conviver com sequelas físicas e neurológicas, que exigem acompanhamento médico prolongado.

Como se proteger durante tempestades

A orientação principal é evitar exposição ao ar livre durante chuvas com raios. Permanecer em edificações seguras até o fim do temporal é a medida mais eficaz. No entanto, se a pessoa for surpreendida pela tempestade fora de casa, algumas atitudes podem reduzir os riscos.

Segundo o Ministério da Saúde, o local mais seguro nesses casos é um veículo fechado, com portas e janelas totalmente fechadas, evitando contato com partes metálicas.

O que fazer se não houver abrigo

Caso não seja possível se proteger em um local seguro, sinais como pelos arrepiados ou sensação de formigamento na pele podem indicar a proximidade de uma descarga elétrica. Nessas situações, a recomendação é:

  • Agachar-se, mantendo o corpo curvado para frente;
  • Colocar as mãos sobre a cabeça, mantendo os pés juntos;
  • Evitar deitar no chão;
  • Afastar-se de árvores, postes, cercas e linhas de energia;
  • Não segurar objetos metálicos longos;
  • Evitar locais abertos, como praias, campos e topos de morros;
  • Não utilizar aparelhos elétricos ou telefone durante a tempestade.

Especialistas reforçam que, apesar de raros, acidentes com raios exigem atenção máxima, especialmente em períodos de instabilidade climática. A prevenção e a busca por abrigo adequado são fundamentais para reduzir riscos e salvar vidas.