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Por que a NFL não vai pagar Bad Bunny pelo show do intervalo do Super Bowl? Entenda

O intervalo do Super Bowl é considerado a maior vitrine da indústria do entretenimento mundial e um dos momentos de maior audiência

Gabrielle Borges

Poucos dias após a vitória histórica e simbólica no Grammy, ao se tornar o primeiro artista com um disco em espanhol a conquistar o Álbum do Ano, Bad Bunny voltou a ocupar o centro das atenções como a principal atração do show do intervalo do Super Bowl LX, realizado no domingo (08) em São Francisco

A conquista inédita no Grammy foi acompanhada de um discurso com forte tom político contra as políticas de imigração dos Estados Unidos. Esse fato gerou muita curiosidade sobre como seria a apresentação do porto-riquenho no maior evento esportivo norte-americano.

Apesar da projeção global do evento, considerado um dos maiores palcos da indústria do entretenimento, o artista não receberá cachê pela apresentação, seguindo uma prática tradicional da NFL para o halftime show. Saiba a razão a seguir.

Por que Bad Bunny não terá cachê?

De acordo com a revista Forbes, o intervalo do Super Bowl é considerado a maior vitrine da indústria do entretenimento mundial. Durante cerca de 12 a 15 minutos, o artista se apresenta para uma audiência de milhões de espectadores ao redor do planeta, o que costuma gerar impacto direto em streams, vendas e engajamento nas plataformas digitais.

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O show do intervalo só começa depois do segundo tempo, já que as partidas da NFL são divididas em quatro períodos de 15 minutos.


 

A prática faz parte de uma regra histórica da NFL: há décadas, as atrações principais do halftime show não recebem pagamento, com exceção de um valor simbólico, de algumas centenas de dólares, exigido por sindicatos. A lógica é direta: o espaço é tratado como a maior vitrine promocional da indústria do entretenimento.

Lucro ocorre depois da apresentação

Em 2024, a apresentação de Kendrick Lamar foi acompanhada por mais de 133 milhões de pessoas na transmissão ao vivo e superou 150 milhões de visualizações no YouTube, ampliando de forma expressiva a exposição do artista no cenário global.

Dados do Spotify mostram que a música “Not Like Us”, de Lamar, registrou um salto de 430% nas reproduções após o Super Bowl, impulsionando uma turnê que arrecadou quase US$ 360 milhões em ingressos

É esse efeito que explica por que Bad Bunny, mesmo tendo faturado cerca de US$ 66 milhões em 2025, segundo a Forbes, aceitou subir ao palco do Super Bowl sem receber cachê.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)