Por que a jaqueta de Dinho, do Mamonas Assassinas, continua preservada 30 anos depois? Entenda
A exumação ocorreu na segunda-feira (23), após autorização dos familiares dos membros da banda
A recente exumação dos corpos dos integrantes do Mamonas Assassinas surpreendeu fãs e gerou grande repercussão nas redes sociais, especialmente com a descoberta da jaqueta que foi colocada sobre o caixão de Dinho no dia do seu sepultamento, em 1996.
A peça, que ficou enterrada por 30 anos, foi encontrada intacta, o que deixou muitos curiosos sobre como isso foi possível.Imagens da jaqueta foram exibidas pela TV Globo, revelando o excelente estado de conservação do item.
A exumação ocorreu na segunda-feira (23), após autorização dos familiares, que decidiram realizar o procedimento com o intuito de ressignificar a despedida do grupo, cuja tragédia chocou o Brasil.
O mistério da preservação
A jaqueta foi colocada sobre o caixão de Dinho no momento do enterro, em 1996, e ficou coberta de terra durante as três décadas subsequentes. Ao ser encontrada intacta, o item gerou diversas especulações sobre sua preservação.
O principal motivo é o material utilizado na confecção da peça: a jaqueta é feita de nylon, um material sintético extremamente resistente, que pode levar até 200 anos para se decompor.
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Além disso, o fato de a jaqueta ter permanecido enterrada, longe da exposição ao sol, à chuva e às variações climáticas, contribuiu significativamente para sua preservação. Isso impediu a peça de sofrer os efeitos do tempo e da deterioração natural, mantendo suas cores e detalhes quase intocados. A preservação da peça está mais ligada às características do material do que a fatores extraordinários.
Exumação marca nova fase de homenagens aos Mamonas Assassinas
Os integrantes do grupo Mamonas Assassinas faleceram em 2 de março de 1996 em um trágico acidente aéreo na Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo. Além do vocalista Dinho, estavam no voo o guitarrista Bento Hinoto, o baixista Samuel Reoli, o tecladista Júlio Rasec e o baterista Sérgio Reoli.
A exumação dos corpos aconteceu 30 anos após o acidente e faz parte de um novo projeto das famílias, que agora planejam criar um memorial ecológico em Guarulhos.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).
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