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Faz mal dormir com celular na cama? Tem radiação? Entenda os riscos e o que fazer

A interferência dos dispositivos não é apenas uma questão psicológica ou de distração, mas contém base fisiológica

Victoria Rodrigues

Talvez você seja uma daquelas pessoas que chega em casa à noite cansado da faculdade ou do trabalho, toma banho, prepara uma comida para jantar, vai para a cama deitar e assistir a diversos vídeos no TikTok ou Instagram. Mas enquanto você está se divertindo de frente para a tela, o sono vem e faz com que você não consiga deixar o aparelho na cômoda e, com isso, você dorme ao lado do celular.

Apesar dessa prática ter se tornado comum com esta geração, o simples hábito de dormir ao lado do aparelho celular pode trazer alguns malefícios à saúde. Em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo, o especialista em longevidade Diego Suárez revelou que a presença muito próxima do dispositivo no ambiente de sono pode impedir que o corpo realize seus processos naturais de descanso, restauro e manutenção.

Nesse sentido, o especialista ainda explica que o corpo humano necessita de três fatores críticos ao fechar os olhos, sendo: a ausência de radiação, o silêncio e a escuridão total. Na falta desses aspectos no quarto, esses dispositivos podem afetar diretamente a produção de substâncias-chave e a atividade elétrica do cérebro, visto que o impacto não é uma questão de distração, mas de fisiologia.

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Quais os riscos de dormir ao lado do celular?

  • Ter uma queda drástica nos níveis de melatonina, conhecida como “hormônio do sono”;
  • Possuir alterações significativas nas ondas cerebrais;
  • Ter dificuldade para alcançar as fases de sono profundo;
  • Risco de desenvolver transtornos graves do sono.

Confira algumas dicas para largar o “vício” noturno:

  • Coloque o dispositivo a uma distância mínima de um metro da cama;
  • Substitua o uso do telefone por um despertador convencional;
  • E, por fim, mantenha o quarto como um espaço livre de estimulação eletrônica.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

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