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Bacalhau ou tipo bacalhau: entenda as diferenças antes das compras de semana santa

Saber identificar o verdadeiro bacalhau pode evitar frustrações em receitas e maior qualidade

Gabrielle Borges

Vai fazer as compras para a Semana Santa? Em meio a tantas opções nas prateleiras, uma dúvida comum pode surgir: o produto que está no carrinho é realmente bacalhau ou apenas um peixe conhecido como “tipo bacalhau”?

A diferença, que à primeira vista pode parecer pequena, tem impacto direto no sabor, na textura, na qualidade e até no valor nutricional do alimento, fatores importantes para quem quer manter a tradição à mesa sem surpresas. Saiba a seguir as diferenças entre os dois tipos de pescado.

Diferenças nas denominações 

No Brasil, a classificação é clara: apenas duas espécies podem ser comercializadas oficialmente como bacalhau. São elas o Gadus morhua, pescado no Oceano Atlântico, e o Gadus macrocephalus, originário do Oceano Pacífico.

Já os chamados “tipos bacalhau” incluem outros peixes salgados e secos, como saithe, ling e zarbo, que costumam ter preço mais acessível, mas apresentam diferenças perceptíveis no paladar e na textura após o preparo.

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Diferenças nos sabores

Além da origem em espécies distintas, o bacalhau legítimo e o chamado “tipo bacalhau” também apresentam diferenças marcantes. No caso do bacalhau verdadeiro, a carne costuma ser mais firme, com lascas maiores e suculentas após o preparo, o que garante melhor rendimento e qualidade nos pratos tradicionais.

Já os peixes comercializados como “tipo bacalhau” tendem a apresentar textura mais fibrosa, sabor menos acentuado e menor capacidade de formar lascas, o que pode influenciar diretamente no resultado final das receitas.

Como identificar o bacalhau verdadeiro?

Na hora de comprar para a Semana Santa, a principal recomendação é simples: ler o rótulo com atenção. O bacalhau legítimo deve trazer o nome científico da espécie Gadus morhua ou Gadus macrocephalus.

Mesmo quando o peixe é vendido a granel, vale buscar essa informação com o vendedor. Embora a identificação visual nem sempre seja fácil, alguns sinais ajudam na escolha:

  • Cor: carne clara, quase branca e uniforme indica bacalhau verdadeiro; tons amarelados ou escuros são mais comuns no “tipo bacalhau”;
  • Lascas: no legítimo, são grandes e se soltam com facilidade após o preparo;
  • Postas: mais altas, largas e regulares no bacalhau original;
  • Cheiro: aroma suave é característico do verdadeiro, enquanto o “tipo” tende a ser mais intenso;
  • Preço: valores muito baixos podem indicar que não se trata do bacalhau autêntico.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)