Andressa Urach relata coceira íntima e enjoo após tratamento de prevenção ao HIV
A criadora de conteúdo adulto disse que o sintoma veio no primeiro dia da utilização do medicamento
A influenciadora digital e criadora de conteúdo +18 Andressa Urach relatou um efeito inesperado no início do tratamento preventivo contra o HIV, durante o podcast "UrachPodTudo", exibido no Youtube. Ao longo da conversa com o infectologista Leonardo Silveira, ela revelou que sentiu coceira íntima no primeiro dia da utilização e que aquilo teria lhe causado desconforto, o que fez ela interromper a medicação.
"Sabia que eu tive coceira na minha 'piriquita' no primeiro dia? Achei estranho porque tinha tomado uma vacina no posto de saúde e pensei que pudesse ser alguma reação a ela. Acabei interrompendo o uso da PrEP e, quando voltei a tomar, percebi que o desconforto tinha acontecido de novo. Depois passou. Comigo aconteceu só no primeiro dia. Não tive enjoo nem outros efeitos mais comuns; foi mais uma coceira", disse.
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O que é a PrEP?
A profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é um dos tratamentos mais eficazes que preparam o corpo para um possível contato com o vírus do HIV antes da relação sexual. De acordo com informações do Ministério da Saúde, o tratamento consiste na tomada de comprimidos antes do sexo, em que o paciente deve realizar acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).
"A PrEP é uma combinação de duas medicações que combatem o vírus do HIV. É uma medicação preventiva caso a pessoa tenha contato com o vírus, criando uma espécie de blindagem. Os principais efeitos colaterais costumam ser intolerância gástrica, náuseas e, às vezes, um pouco de gases. No entanto, esses são efeitos adaptativos e tendem a melhorar com o tempo", destacou o infectologista Leonardo Silveira.
No podcast, o médico ainda explicou que reações adversas como a coceira de Andressa podem acontecer, mas os sintomas mais comuns estão relacionados ao sistema gastrointestinal. "Alguns efeitos colaterais mais de longo prazo precisam ser observados, por isso a PrEP fica em acompanhamento. Uma das medicações pode levar, a longo prazo, a uma diminuição da função renal", concluiu o infectologista Leonardo.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web em Oliberal.com)
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