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Pesquisadores desenvolvem nova tecnologia que pode reduzir pressão alta sem o uso de medicamentos

O sistema funciona com base em sensores nervosos que estão presentes na parede das artérias, principalmente na região do pescoço

Victoria Rodrigues

Com o propósito de auxiliar no tratamento de pessoas com pressão alta no mundo, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, desenvolveram um implante de hidrogel produzido em impressora 3D. O mais novo item pode ajudar a tratar os sintomas de pacientes que possuem a doença, sem necessitar de outros elementos ou do uso de medicamentos já conhecidos na indústria farmacêutica.

O sistema do implante chamado de "Caroflex" funciona a partir de sensores nervosos que estão presentes na parede das artérias, principalmente na região do pescoço. Na prática, os sensores conseguem perceber quando a pressão aumenta ou diminui, e quando essa função está desregulada, o objeto também possui o papel de enviar sinais para o organismo ajustar o fluxo sanguíneo, a fim de controlar a pressão.

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Quais os resultados do estudo?

De acordo com a revista científica Device, local onde o estudo foi publicado, a metodologia da pesquisa utilizou o implante que foi colocado na região da artéria carótida de ratos e conseguiu reduzir a pressão arterial dos animais em mais de 15% em testes de dez minutos. Além disso, foi constatado que o implante "CaroFlex" utiliza pequenos estímulos elétricos que não são capazes de causar danos aos tecidos do corpo.

Segundo os cientistas, já existiam implantes semelhantes a esse, mas geralmente, eles eram fabricados com um material rígido que dificultava a adaptação ao movimento natural das artérias. Foi pensando nisso que eles decidiram trocar tanto o metal quanto o plástico para uma textura macia parecida com gelatina, o que fez ele conter mais fixação nos tecidos e conexão elétrica mais estável do que eletrodos feitos com outros materiais.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Heloá Canali, editora executiva em Oliberal.com)