Soltar pum pode ajudar a controlar a pressão alta e trazer benefícios para o coração, diz pesquisa
O gás responsável pelo mau cheiro das flatulências pode ser um aliado inesperado no combate à hipertensão, segundo pesquisadores da Universidade Johns Hopkins

Pode parecer constrangedor, mas a ciência garante: soltar pum pode ser bom para a saúde. Além de aliviar o intestino, a flatulência pode ter um papel importante no controle da pressão arterial e até na proteção do coração, segundo um estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
💨 Os pesquisadores descobriram que um dos gases presentes nos flatos, o sulfeto de hidrogênio, pode ajudar a relaxar as artérias e melhorar a circulação sanguínea. O estudo foi publicado na revista científica Science.
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Como o pum pode ajudar o coração
De acordo com os pesquisadores, esse gás, responsável pelo mau cheiro do pum, também é produzido naturalmente por uma enzima chamada CSE, presente nas células que revestem os vasos sanguíneos.
A função dele é relaxar as artérias, melhorar o fluxo sanguíneo e, assim, ajudar a reduzir a pressão arterial. O estudo foi feito com camundongos geneticamente modificados para não produzirem a enzima CSE.
Esses animais apresentaram 20% a mais de pressão arterial em comparação com camundongos normais, um resultado comparável ao quadro de hipertensão em humanos.
Quando receberam medicamentos para relaxar as veias, não houve efeito, indicando que o gás é essencial nesse processo.
Caminho para novos tratamentos
Até hoje, já se sabia que o óxido nítrico desempenha papel no controle da pressão arterial. Agora, o estudo mostra que o sulfeto de hidrogênio também é fundamental.
Segundo o pesquisador Solomon Snyder, a descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento de medicamentos que aumentem a produção desse gás no organismo, oferecendo novas alternativas para tratar a hipertensão.
"Agora que sabemos que o sulfeto de hidrogênio tem um papel no controle da pressão, pode ser possível criar terapias com remédios que aumentem sua produção como alternativa para os atuais métodos de tratamento de hipertensão", disse o pesquisador.
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