MENU

BUSCA

Ozempic por menos de R$ 16? novo estudo aponta possível valor da versão genérica

A medicação, destinada ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, é desenvolvida pela Novo Nordisk

Lívia Ximenes

As versões genéricas de Ozempic e Wegovy, canetas de medicamentos utilizados para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, poderão ser comercializadas por menos de R$ 16. A estimativa, conforme um novo estudo, é que as medicações da Novo Nordisk custem cerca de US$ 3 mensalmente — na cotação atual, o valor é equivalente a R$ 15,82. Normalmente, o valor mensal do Ozempic no Brasil pode chegar a RS 1.299,70, enquanto o Wegovy alcança até R$ 2.504,02.

VEJA MAIS

McDonald’s testa cardápio especial para usuários de Ozempic e Mounjaro; entenda
Executivos indicam testes com foco em proteína e menor consumo de açúcar

Agonorexia: novo efeito colateral das canetas emagrecedoras preocupa; saiba o motivo
Especialistas alertam que a agonorexia é consequência do uso inadequado ou prolongado desses medicamentoS

Anvisa emite alerta sobre risco de pancreatite devido ao uso indevido de canetas para obesidade
Agência reforça orientações de segurança após notificações crescentes sobre fármacos como Ozempic e Trulicity

De acordo com a pesquisa feita pela Universidade de Liverpool, no Reino Unido, o princípio ativo dos remédios — semaglutida injetável — poderia variar de US$ 28 a US$ 140 por ano, o equivalente a uma quantia entre R$ 147,62 e R$ 738,12. Os genéricos de Ozempic e Wegovy devem ser comercializados em mercados da Índia, China, Canadá e Brasil ainda em 2026, devido ao fim da patente. Analistas acreditam que o custo mensal em determinados países deve ser reduzido em até US$ 15, cerca de R$ 80.

Para o pesquisador sênior da Universidade de Liverpool, Andrew Hill, o valor abaixo do comum permite uma escala maior de tratamento. “O preço baixo dá aos países a perspectiva de tratar toda a sua população”, afirma. A principal razão que leva à queda do custo é o fim da patente da semaglutida, que ocorre no Brasil no dia 20 de março. A partir dessa data, outras farmacêuticas poderão criar as próprias versões dos medicamentos.

Para segurança da população, os remédios deverão, seguindo a regra, passar por aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conforme análise, serão avaliados os dados de qualidade, segurança e eficácia, comprovando a veracidade e equivalência da substância. O Ministério da Saúde, no final de 2025, solicitou à Anvisa prioridade às versões desenvolvidas em território nacional.