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O que é dermatillomania? Condição que Giulia Costa adquiriu devido a episódios de ansiedade

A atriz chegou a ficar com diversos ferimentos na mão em uma época de sua vida. Doença também é conhecida como transtorno de escoriação ou dermatotilexomania

Victoria Rodrigues

A atriz Giulia Costa, de 25 anos, utilizou as mídias sociais para contar detalhes sobre alguns episódios que sofreu de dermatillomania, uma condição caracterizada por comportamentos frequentes de agressão à própria pele. As imagens da época em que ela vivia machucada e o relato sincero da filha de Flávia Alessandra e do diretor Marcos Paulo foram publicados no perfil do Instagram da própria atriz.

Enquanto a atriz relembrava o episódio na internet, ela explicou que não estava bem emocionalmente durante uma viagem internacional que realizou há cerca de três anos com a família. E, devido a constantes crises de ansiedade que se manifestavam de forma mais intensa, ela começou a fazer os ferimentos nas mãos.

“Nessa imagem, minha ansiedade atacou como poucas vezes na minha vida e eu machuquei minha mão inteirinha, foi brabo. Essa fase de crises constantes passou (pelo menos por hora), mas sempre gosto de lembrar como aqui nas telas as coisas não são mostradas como verdadeiramente são. São fases, se respeite, busque ajuda de profissionais e lembre-se que amanhã é um novo dia”, escreveu Giulia.

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Afinal, o que é Dermatillomania?

Em entrevista ao jornal O Globo, a dermatologista Denise Ozores explicou que a Dermatillomania é uma condição comum entre pessoas de diversos países e que não possui relação com a estética ou com a vaidade, mas pode aparecer em quadros de crise que são mais difíceis de controlar. A condição, por sua vez, pode ser associada a quadros de ansiedade, estresse e transtornos compulsivos. A doença também é conhecida como transtorno de escoriação ou dermatotilexomania.

"A pele acaba se tornando uma válvula de escape. Não é uma escolha racional, é um comportamento compulsivo ligado ao sofrimento psíquico. Muita gente acha que é apenas um hábito, mas quando isso causa lesões recorrentes e sofrimento emocional, é um sinal de alerta. Existe tratamento, e ele precisa envolver tanto o cuidado com a pele quanto a saúde mental”, explicou a médica Denise Ozores.

(Victoria Rodrigues, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)