Mulher solta verme em espirro após sentir incômodo no nariz; entenda o caso
Além do incômodo na região nasal, a paciente também apresentou uma tosse intensa
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) publicou em seu site o relato de uma mulher de 58 anos que expeliu uma larva após sentir um incômodo no nariz, configurando-se como um caso raro na medicina. O episódio ocorreu depois da paciente ter notado inúmeras moscas zumbindo ao redor de seu rosto e ter começado a sentir dor nos seios nasais cerca de uma semana após sentir a presença dos insetos voadores.
Nas semanas seguintes, ela apresentou uma tosse intensa, mas não desconfiou de nada. A mulher foi descobrir que havia algo de errado com o seu corpo depois de espirrar e expelir um verme no dia 15 de outubro de 2025. Após notar a gravidade de seu estado de saúde, a mulher foi ao hospital e, alguns dias depois, o seu otorrinolaringologista fez uma cirurgia para retirar 10 larvas e uma pupa, que é uma mosca adolescente.
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Como foi realizada a recuperação?
Depois de ter realizado o procedimento cirúrgico no hospital, a mulher se recuperou apenas utilizando descongestionantes nasais em casa. Além disso, foram feitos exames de DNA nas larvas e na pupa desalojadas que foram retiradas do nariz da paciente, sendo que uma delas tinha aproximadamente 2,5 cm de comprimento, o que não é comum de ser encontrado em seres humanos.
Com o resultado do teste, foi constatado que as larvas eram, na verdade, "larvas de moscas-varejeiras" (Oestrus ovis), que são conhecidas por se alojarem nas vias nasais de animais, como ovelhas e cabras. Logo que soube dessas origens, a mulher logo lembrou que estava trabalhando há pouco tempo em um pasto com ovelhas na Grécia e que provavelmente foi o que pode ter acontecido para as larvas entrarem em seu nariz.
Apesar do caso ser raro, nos últimos anos aumentaram os relatos de larvas em estágios mais avançados crescendo dentro do corpo de algumas pessoas. Segundo informações do jornal Extra, esses episódios podem acontecer, em sua maioria, em pacientes que possuem imunossupressão ou que apresentam "anormalidades traumáticas ou anatômicas das vias nasais", porque essa condição facilita a entrada das larvas.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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